OLIMPÍADAS DE 2004 EM ATENAS - GRÉCIA

Poster
Vanderlei Cordeiro foi atacado por manifestante durante a maratona, mas voltou à prova e foi bronze
Medalha
2004 – OLIMPÍADAS DE ATENAS

Quando:13/08/2004 a 29/08/2004
Países participantes:201
Total de atletas:10.625 (m: 6.296, f: 4.329)
Participação do Brasil:16º lugar
Total de modalidades:35
Total de medalhas distribuídas:931

Grécia surpreende pela organização e também pelos casos de doping
Desacreditada e ameaçada pelo Comitê Olímpico Internacional de ter seu direito de sede dos Jogos cassado, Atenas calou os críticos ao conseguir passar os 16 dias sem qualquer incidente na organização. A segurança assustava grande parte das delegações, já que os Jogos de 2004 foram os primeiros após os atentados de 11/09/2001 (em Nova York) e 11/03/2004 (em Madri). Os problemas de atrasos nas entregas das praças olímpicas foram esquecidos na cerimônia de abertura, que remeteu à Antigüidade e explorou ao máximo o fato de os gregos terem criado a Olimpíada. O único revés ocorreu no último dia de competição, durante a maratona, para tristeza dos torcedores brasileiros. À frente na disputa masculina, Vanderlei Cordeiro foi alvo do ataque de um manifestante religioso, o padre irlandês Cornélius Horan, que furou a segurança. Com ajuda de outro espectador da prova, Vanderlei conseguiu voltar à corrida, mas demorou para retomar seu ritmo e ficou com o bronze. O maratonista recebeu também a medalha do Barão de Cobertin, e tornou-se o herói olímpico de Atenas.

O doping também chamou a atenção nos gregos. Logo antes das Olimpíadas, na véspera do dia 13 de agosto, Costas Kenteris e Ekaterina Thanou, duas estrelas do atletismo local, faltaram aos exames antidoping obrigatórios e depois sofreram um misterioso acidente de moto. Ambos não competiram e decepcionaram os fãs. No total, Atenas-2004 registrou 24 casos positivos. Para o Comitê Olímpico, resultado da rígida política de controle. O próprio presidente do COI, Jacques Rogge, já alertava que a edição grega bateria o recorde de registros.
Lei Piva rende pódios ao Brasil
Na primeira Olimpíada em que pôde contar com a injeção mensal de verbas públicas no COB e nas confederações - a Lei Piva, colocada em vigor em fevereiro de 2002, levou a delegação à melhor participação na história em termos de ranking. O Brasil terminou na 16º posição, uma acima do que o país conseguiu em Moscou-1980, quando foi beneficiado pelo boicote dos países ocidentais. Foram cinco ouros: seleção masculina de vôlei, Torben Grael/Marcelo Ferreira (Star) e Robert Scheidt (Laser) na vela, Emanuel e Ricardo no vôlei de praia, e Rodrigo Pessoa no hipismo. Este último de herança, só confirmado após o doping do cavalo campeão. Apesar do recorde, o aproveitamento brasileiro foi o pior desde a entrada de Carlos Arthur Nuzman no Comitê Olímpico Brasileiro, em 1995. Em Atenas, 41 dos 247 brasileiros ganharam medalhas, ou 16,5% da delegação. Em Atlanta-1996, o índice havia sido de 28%, com 63 atletas. Em Sydney-2000, de 22,9%, com 47. As decepções não vieram só nos números. O vôlei feminino, o atletismo e a ginástica artística contrariaram as expectativas. O time de José Roberto Guimarães perdeu a semifinal depois de tomar uma virada incrível no quarto set, quando vencia por 24 a 19 e precisava de um ponto para fechar o jogo contra a Rússia. Daiane dos Santos, na época campeã mundial do solo, ficou sem o pódio após errar na final. Desempenho igualmente frustrante teve Jadel Gregório, quinto no salto triplo, e o revezamento 4 x 100 m rasos, oitavo.
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OLIMPÍADAS DE 2000 EM SYDNEY - AUSTRALIA

Poster
Ícone australiana Cathy Freeman, vencedora dos 400 m rasos, acende tocha olímpica em Sydney
Medalha
2000 – OLIMPÍADAS DE SYDNEY

Quando:15/09/2000 a 1º/10/2000
Países participantes:199
Total de atletas:10.651 (m: 6.582, f: 4.069)
Participação do Brasil:52º lugar
Total de modalidades:28
Total de medalhas distribuídas:927

Com obras grandiosas em estilo futurista, a Austrália mostrou que é muito mais do que um lugar exótico e remoto, habitado por surfistas, aborígenes e cangurus. Some-se a isso o esforço do Comitê Olímpico Internacional para apagar da memória o fiasco dos últimos Jogos, em Atlanta, onde os computadores pifaram e a organização virou um caos. Os australianos conseguiram nada menos que a perfeição. Para isso, os australianos começaram cedo. Ao todo foram nove anos de preparação - dois quando Sydney ainda era um das cidades candidatas a sediar os Jogos Olímpicos e mais sete depois que ela venceu a disputa - e um investimento de 3,4 bilhões de dólares.

Diferença de fuso tira o brilho dos Jogos ecológicos de Sydney
A escolha de Sydney como sede dos Jogos de 2000 foi uma grande surpresa. A favorita era Pequim, na China, que tinha vencido a primeira votação com mais da metade dos votos. No segundo turno, a vitória foi da cidade australiana por apenas dois votos de diferença. A Olimpíada australiana pode ser considerada a Olimpíada dos números. Foram batidos os recordes de atletas participantes, países, mulheres, jornalistas, voluntários, esportes, provas, medalhas, direitos de TV e espectadores. Livre de boicote e atentados, o maior problema do evento foi o fuso horário, que prejudicou o maior público mundial, o Ocidente. Os EUA, por exemplo, não transmitiram nenhuma prova ao vivo, muito também pela decisão da NBC, que detinha os direitos de divulgação. O grande momento na cerimônia de abertura foi o desfile das delegações das duas Coréias, unidas sob uma mesma bandeira, e os atletas do Timor Leste, nação recém-desligada da Indonésia, que desfilaram sob a bandeira olímpica. Nos Jogos de Sydney, os organizadores tiveram um cuidado especial com o meio ambiente. Pela primeira vez, grupos ecológicos como o Greenpeace acompanharam a organização. A baía de Homebush, conhecida como o maior esgoto da Austrália, sofreu uma transformação espetacular, convertendo-se em um parque natural. A Vila Olímpica também recebeu energia solar.

Fiasco brasileiro
Pela primeira vez desde os Jogos de Montreal-1976, o Brasil ficou sem medalhas de ouro em uma Olimpíada. Em contrapartida, os atletas brasileiros tiveram a segunda melhor campanha na história no total de medalhas, com 12, seis pratas e seis bronzes, perdendo apenas para Atlanta-1996, com 15. O vôlei de praia foi o esporte que mais conquistou medalhas: prata com Shelda/Adriana Behar, campeãs mundiais, e bronzes com Zé Marco/Ricardo e Sandra Pires/Adriana Samuel. O judô e a vela, esportes em que o Brasil vinha conquistando pódios desde 1968, deram ao país quatro medalhas. Foram duas pratas no judô (Carlos Honorato, na categoria médio, e Tiago Camilo, na leve) e uma prata e outro bronze na vela (Robert Scheidt, segundo na classe Laser, e Torben Grael e Marcelo Ferreira, terceiros na Star). Com a conquista, Torben Grael tornou-se o brasileiro com o maior número de medalhas, ao lado do nadador Gustavo Borges. Torben contabilizou prata em Los Angeles-1984, bronze em Seul-1988 e ouro em Atlanta-1996. Já Borges, que ganhou bronze em Sydney no revezamento 4 x 100 m livre, foi prata em Barcelona-1992, e prata e bronze em Atlanta-1996. No atletismo, o quarteto brasileiro do 4x100 m rasos levou a medalha de prata. O time formado por Vicente Lima, Édson Ribeiro, André Silva e Claudinei Quirino terminou a prova apenas atrás dos norte-americanos. No hipismo, a equipe brasileira de saltos, que teve Álvaro Miranda Neto, André Johannpeter, Luiz Felipe de Azevedo e Rodrigo Pessoa, ficou com bronze. Duas seleções femininas trouxeram bronze: basquete e vôlei. No futebol, o time do técnico Vanderlei Luxemburgo perdeu para Camarões nas quartas e manteve o tabu do ouro olímpico. No feminino, o país ficou em quarto. A ginasta Daniele Hypólito obteve um histórico 20º lugar no individual geral, o melhor do país em uma Olimpíada; Rogério Romero foi o único nadador a ir a uma final nas provas individuais (200 m costas) e Gustavo Kuerten caiu diante do russo Yevgeny Kafelnikov - que levaria o ouro- nas quartas-de-final.
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OLIMPÍADAS DE 1996 EM ATLANTA - EUA

Poster
Explosão de bomba em parque no centro de Atlanta deixou dois mortos e mais de 100 pessoas feridas
Medalha
1996 – OLIMPÍADAS DE ATLANTA

Quando:19/07/1996 a 04/08/1996
Países participantes:197
Total de atletas:10.318 (m: 6.806, f: 3.512)
Participação do Brasil:25º lugar
Total de modalidades:26
Total de medalhas distribuídas:842

Os 100 anos do Movimento Olímpico não poderiam ter sido comemorados de forma mais contraditória. Embora Atlanta tenha tido o privilégio de sediar as maiores e mais sofisticadas Olimpíadas da história, a submissão dos membros do Comitê Olímpico Internacional à máquina norte-americana da Coca-Cola foi um capítulo nebuloso. Não bastasse isso, os Jogos viveram seu segundo ato de "terrorismo", com a explosão de uma bomba no superlotado Parque Olímpico, que matou duas pessoas e trouxe o medo de volta ao cenário olímpico.

Atlanta ultrapassou a barreira e organizou 17 dias de Jogos, que reuniram o recorde absoluto de 10.750 atletas e 197 países. A previsível vitória norte-americana no quadro geral de medalhas, com 101 de ouro, misturou-se à incrível confusão gerada por falhas constantes em todo o sistema de informática. Pela primeira vez, 52 diferentes nações chegaram à medalha de ouro. Costa Rica, Equador e Síria enfim subiram no lugar mais alto do pódio. Hong Kong faturou sua primeira e última medalha de ouro, já que passou a integrar a China em 97. Não faltaram estrelas e emoções. A final dos 100m foi tão extraordinária que o namíbio Frankie Fredericks, derrotado pelo jamaicano Donovan Bailey, fez um tempo suficiente para levar o ouro em quaisquer outras Olimpíadas.

O mesmo aconteceu nos 800 metros, onde o quarto colocado, o cubano Norberto Tellez, fez tempo superior a todos os antigos campeões olímpicos. No campo dos fenômenos, certamente o velocista norte-americano Michael Johnson conseguiu ser mais rápido do que Donovan Bailey. O jamaicano correu com velocidade média de 36,26 km/h para marcar o novo recorde mundial dos 100 metros, enquanto Johnson chegou à incrível média de 37,23 km/h para vencer os 200.
Johnson tornou-se o primeiro atleta da história a faturar o ouro olímpico nos 200 e 400 metros nos mesmos Jogos. E ainda por cima com recordes mundiais nas duas corridas. Cinco semanas antes de Atlanta, Michael conseguira quebrar o recorde dos 200m do italiano Pietro Menea, o mais antigo do atletismo, ao correr em 19s72. Nas Olimpíadas, cravou 19s66 e deixou adversários boquiabertos. "Eu achava que o homem mais veloz do mundo era o campeão dos 100m, mas hoje acredito que ele está sentado ao meu lado", declarou Ato Boldon, durante a entrevista coletiva.

O atletismo produziu ainda duas estrelas. A francesa Marie-José Pérec, que também faturou o ouro nos 200 e 400 metros, e o veterano Carl Lewis, vencedor do salto aos 35 anos. Foi sua nona vitória olímpica em quatro Olimpíadas consecutivas.

Curiosa façanha veio com a também jamaicana Merlene Ottey. Ao chegar em terceiro no revezamento 4x100, ela se tornou a primeira mulher a ganhar cinco medalhas de bronze (em quatro Jogos). Outra atleta, a nadadora norte-americana Jenny Thompson, somou cinco medalhas de ouro em sua carreira e igualou o feito da esquiadora Bonnie Blair como a atleta dos Estados Unidos com maior número de vitórias olímpicas.

Os Jogos evidenciaram supremacias bem conhecidas. Os oito primeiros colocados nos 10 mil metros masculinos foram africanos. Nada menos que 11 dos 12 medalhistas do tênis de mesa eram asiáticos.

No campo das emoções, nada mais ilustrativo do que o então recordista mundial do salto em extensão, o norte-americano Mike Powell. Ele se contundiu na quinta tentativa e foi para o último salto mancando. Fez um esforço para embalar e caiu de rosto na caixa de areia, entre lágrimas de dor e decepção. "Nunca me senti mais ferido na mente, no corpo e no coração",avaliou ele, que nunca mais competiu. Outra decepção ficou para o britânico Linford Christie, que queimou duas vezes a largada na final dos 100m, acabou eliminado e se recusou a abandonar a raia.
Fora das pistas e quadras, um certo Richard Jewell virou duas vezes notícia. Quando a bomba de fabricação caseira explodiu no Parque Olímpico, resultando na morte de duas pessoas, o policial se transformou numa celebridade por salvar centenas de outras vítimas. Dias depois, Jewell terminou como o vilão da história, responsabilizado por ele próprio ter colocado a bomba.

Para o Brasil, Atlanta só teve boas recordações. Pela primeira vez, a equipe brasileira somou 15 medalhas numa única edição e pela primeira vez saímos com três novos campeões olímpicos. O iatismo confirmou Robert Scheidt e a dupla Torben Grael/Marcelo Ferreira como as melhores do mundo e o estreante vôlei de praia deram uma inédita medalha de ouro para o esporte feminino nacional. Melhor ainda, realizou a primeira final olímpica totalmente verde-e-amarela da história, já que Jacqueline e Sandra venceram na decisão Mônica e Adriana.

A prata coroou as carreiras de Hortência e Paula no basquete, com direito a idolatria até dos norte-americanos. Gustavo Borges também garantiu um segundo lugar nos 200m e, com outro bronze nos 100m, saiu de Atlanta como o atleta nacional que mais subiu ao pódio olímpico em todos os tempos.

O bronze foi uma surpresa para o 4x100m do atletismo, para o judoca Henrique Guimarães e para a equipe de saltos do hipismo. Confirmou, por seu lado, a competência de Lars Grael no iatismo, do judoca Aurélio Miguel, do nadador Fernando Scherer e do ascendente vôlei feminino. Mas não evitou a frustração do futebol masculino, que perdeu talvez a maior chance de conquistar o único triunfo que lhe falta. Na semifinal contra a Nigéria, vencíamos por 3 a 1, antes de ceder o empate e perder a vaga na final na "morte súbita". O tabu fica para ser vencido em Sydney.

Ato terrorista abala comemoração comercial do centenário olímpico
Os Jogos do Centenário das Olimpíadas deveriam ter sido realizados em Atenas, na Grécia. No entanto, acabaram cedidos a Atlanta, na Geórgia, pela pressão exercida pela Coca-Cola, que tem sede na cidade. Com a participação de mais de 10 mil atletas e 197 países, os Jogos deram novo passo ao gigantismo, mas os problemas de segurança deram brecha a um episódio que abalou a competição. Na madrugada do dia 27 de julho, uma explosão no Parque Centenário, no centro da cidade, deixou dois mortos e mais de 100 feridos. O incidente gerou uma onda ainda maior de críticas aos Jogos, já que a presença de 35 mil soldados e o FBI não impediram o ato terrorista. O presidente norte-americano Bill Clinton prometeu tomar todas as medidas necessárias para proteger os atletas. Umas três horas após a explosão, o Comitê Olímpico Internacional reagiu através de seu vice-presidente, o príncipe Alexandre de Merode, que garantiu a continuidade dos Jogos. No dia seguinte, as competições se realizaram normalmente, após um minuto de silêncio em cada uma das instalações. Outros problemas foram o calor intenso de Atlanta e o grande congestionamento.

Vôlei de praia põe mulheres no topo
Com sua maior delegação na história das Olimpíadas, o Brasil conseguiu em Atlanta seu melhor desempenho nos Jogos, desde sua estréia em 1920. Com 225 atletas, o Brasil garantiu 15 medalhas, três ouros, três pratas e nove bronzes. Com direito a final regional, Jacqueline e Sandra, do vôlei de praia, tornaram-se as primeiras brasileiras a ganhar um ouro olímpico. Na decisão, a dupla venceu Mônica e Adriana Samuel, medalhistas de prata. Na quadra, a equipe feminina ficou com o bronze ao derrotar a Rússia. O esporte que mais rendeu pódios foi a vela: Robert Scheidt e Torben Grael levaram ouro nas classes Laser e Star; Lars Grael e Kiko Pellicano terminaram em terceiro lugar na Tornado. Pela terceira edição consecutiva dos Jogos, o judô também fez uma boa participação. Aurélio Miguel, na categoria meio-pesado, e Henrique Guimarães, entre os meio-leves, trouxeram dois bronzes. No futebol, o time de Zagallo tinha Dida, Bebeto, Ronaldo, Aldair, Rivaldo e Roberto Carlos, mas não cumpriu as expectativas. A seleção perdeu para a Nigéria por 4 a 3 nas semifinais, e derrotou Portugal e se contentou com o terceiro lugar. Já a seleção feminina foi a quarta colocada. Outros dois quartetos completaram a lista de medalhas brasileiras. Róbson Caetano, André Domingos, Arnaldo de Oliveira e Édson Luciano puseram o atletismo novamente no topo depois da apagada atuação em 1992, e levaram o bronze no 4 x 100 m rasos. NO hipismo, a equipe formada por Rodrigo Pessoa, Álvaro Affonso de Miranda Neto, André Johannpeter e Luiz Felipe Azevedo também ficou em terceiro lugar nos saltos. Com a desistência de Cuba, o handebol brasileiro também foi a Atlanta, e terminou na 11ª colocação entre os 12 participantes, com apenas uma vitória, sobre o Kuait e um empate contra a Argélia.
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OLIMPÍADAS DE 1992 EM BARCELONA - ESPANHA

Poster
Seleção masculina de vôlei consagra Geração de Ouro do Brasil com ouro olímpico em Barcelona
Medalha
1992 – OLIMPÍADAS DE BARCELONA

Quando:25/07/1992 a 09/08/1992
Países Participantes:169
Total de atletas:9.356 (m: 6.652 f: 2.704)
Participação do Brasil:25º lugar
Total de modalidades:28
Total de medalhas distribuídas:815

A história do esporte mudou definitivamente nos Jogos Olímpicos de Barcelona. A máscara do amadorismo, que exigia dos atletas a hipocrisia de fingir não ter patrocínios e profissão, enfim caiu.

O Comitê Olímpico Internacional admitiu a presença de atletas profissionais de todas as modalidades e permitiu o surgimento do Dream Team, o time de basquete masculino americano que ganhou o ouro com Michael Jordan e Magic Johnson. Barcelona bateu todos os recordes de participação. Foram 7.108 homens e 2.851 mulheres, de 172 países. Os Jogos também viram o último capítulo da União Soviética, batizada de CEI, que ainda terminaram em segundo lugar, com 102 medalhas (45 de ouro). Os norte-americanos somaram 108, mas com apenas 37 vitórias. O Brasil levou 198 atletas e voltou a ganhar duas medalhas de ouro, além de uma outra de prata. Pela primeira vez em 40 anos, os Jogos foram realizados sem problemas políticos, ainda que encontrasse um país-sede dividido entre espanhóis e catalães, o que exigiu o hasteamento de duas bandeiras e o entoar de dois hinos diferentes na cerimônia de abertura. Nenhum atleta fez protesto político.

Barcelona apresenta Jogos com nova divisão geopolítica mundial
A cidade de Barcelona esperou quase 70 anos para poder abrigar os Jogos Olímpicos. Em 1924, as Olimpíadas tinham sido prometidas à cidade espanhola, porém o fundador Pierre de Fredy, o barão de Coubertin, acabou escolhendo Paris. Em 1936, três anos após a subida do nazismo ao poder na Alemanha, os Jogos iriam novamente para Barcelona, mas a Guerra Civil Espanhola postergou o evento mais uma vez.

Depois dos Jogos de Seul, em 1988, o mundo passou por grandes transformações na sua geopolítica. O apartheid foi banido da África do Sul, o que possibilitou o retorno do país aos Jogos. Alemanha se reunificou após a queda do muro de Berlim, em 1989. A União Soviética fragmentou-se em 15 novas repúblicas no ano da véspera da competição. Voltaram as Jogos a Estônia, Letônia e Lituânia, ausentes há mais de meio século dos Jogos por causa da ocupação soviética, também participaram. As repúblicas da antiga União Soviética desfilaram em Barcelona sob o nome de Comunidade dos Estados Independentes (CEI), mas quando subiram ao pódio os atletas tiveram içadas as bandeiras de seus próprios países. A Albânia, livre da ditadura, voltou aos Jogos após 30 anos. Cuba, Coréia do Norte e Etiópia também encerraram seu boicote. A Iugoslávia, sancionada pelas Nações Unidas pela agressão militar à Croácia e à Bósnia, foi proibida de participar das competições por equipes, mas os atletas do país puderam competir como "atletas olímpicos independentes". A chama olímpica foi acesa com uma flecha lançada pelo arqueiro paraolímpico espanhol Antonio Rebollo.

Vôlei consagra, enfim, Geração de ouro
Formada por Tande, Amauri, André, Carlão, Douglas, Giovane, Janelson, Jorge Édson, Marcelo Negrão, Maurício, Paulão e Talmo, a seleção masculina de vôlei, comandada por José Roberto Guimarães, fez uma campanha impecável e consagrou-se como a “Geração de ouro” ao vencer a Holanda por 3 sets a 0 na final. Foi o primeiro ouro em esportes coletivos do Brasil, além do fim do jejum de oito anos que o país não subia mais de uma vez ao lugar mais alto do pódio. No judô, Rogério Sampaio aumentou a lista com vitória dramática na categoria meio-leve, em que derrotou o húngaro Jozsef Csak na contagem de pontos para levar o segundo ouro. Gustavo Borges por pouco não conseguiu o terceiro, e levou prata nos 100 m livre. Na natação, a conquista também foi sofrida. A prova foi bastante acirrada, com o russo Aleksandr Popov, Borges e o francês Stephan Caron. Assim que os nadadores completaram a prova, o nome do brasileiro não apareceu no placar. O chefe da delegação brasileira, atual presidente da CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos), Coaracy Nunes, pulou a mureta da arquibancada e foi reclamar. O nome de Borges apareceu na quinta colocação. Nunes continuou lutando e os fiscais resolveram assistir ao videoteipe da prova: prata para o Brasil.

Pela primeira vez desde Tóquio-1964, o atletismo não trouxe medalha. Róbson Caetano ficou em quarto lugar nos 200 m rasos e Zequinha Barbosa, nos 800 m, também terminou na quarta colocação.
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OLIMPÍADAS DE 1988 EM SEUL - CORÉIA DO SUL

Poster
Seul se livra dos boicotes, mas Jogos sucumbem ao escândalo de doping do velocista Ben Johnson
Medalha
1988 – OLIMPÍADAS DE SEUL

Quando:17/09/1988 a 01/10/1988
Países participantes:159
Total de atletas:8.391 (m: 6.197, f: 2.194)
Participação do Brasil:24º lugar
Total de modalidades:25
Total de medalhas distribuídas:739

Os XXIV jogos olímpicos realizaram-se de 17 de setembro a 2 de outubro, e tiveram mais de 9.600 atletas participantes, provenientes da nada menos de 160 países. Em solidariedade à Coréia do Norte, que se afastou dos jogos por não lhe ser permitindo sediar parte deles, Cuba boicotou o evento, enquanto o Nicarágua declinou do convite devido à sua situação política interna. Os países que mais ganharam medalhas foram a URSS, a República Democrática Alemã e os EUA. Ao brasil couberam seis medalhas, sendo uma de ouro, duas de prata e três de bronze. O Brasil conquistou uma medalha de ouro, cinco de prata e duas de bronze, no judô.

Na era pós-boicotes, escândalo de doping mancha Jogos de Seul
Depois de três edições tumultuadas, a grande maioria dos países filiados ao Comitê Olímpico Internacional (COI) voltou a participar dos Jogos em Seul. Após os boicotes de africanos em Montreal-1976, norte-americanos em Moscou-1980 e soviéticos em Los Angeles-1984, a Olimpíada enfim foi disputada pelas maiores potências do esporte, com exceção de Cuba. A maior preocupação do COI em relação a Seul era a falta de apoio popular do governo sul-coreano e a constante hostilidade com a vizinha do norte. Sob pressão, os organizadores oficializaram um convite à Coréia do Norte, que preferiu não participar. Na cerimônia de abertura, o vencedor da maratona olímpica de 1936, em Berlim, Song Kee-chung, obrigado, na época, a competir sob a bandeira do Japão, levou a tocha olímpica. Se a organização foi impecável, um escândalo de doping manchou a Olimpíada. O canadense Ben Johnson, vencedor dos 100 m rasos com 9s79, foi desclassificado três dias depois, após um exame apontar o uso de esteróides anabolizantes. A vitória foi para o norte-americano Carl Lewis, que fez a prova em 9s92.

Aurélio Miguel evita 'branco'
O único ouro do Brasil veio no judô com Aurélio Miguel, que venceu cinco combates na categoria meio-pesado. No atletismo, o então recordista olímpico Joaquim Cruz não repetiu o feito de Los Angeles e, com 1min43s90, ficou com a prata. Já Róbson Caetano levou bronze nos 200 m, com o tempo de 20s4. A segunda prata do Brasil veio com a seleção, que repetiu o resultado de quatro anos antes. Sob o comando de Carlos Alberto Silva, o time, que teve Taffarel, André Cruz, Mazinho, Jorginho, Neto, Bebeto, Ricardo Gomes e Valdo perdeu a final para a União Soviética por 2 a 1 na prorrogação. Romário foi o artilheiro do torneio. Na vela, vieram mais dois bronzes, com Torben Grael e Nelson de Barros Falcão, na classe Star, e Lars Grael e Clinio Freitas, na Tornado. No basquete, a equipe masculina liderada por Oscar Schmidt ficou na quinta colocação. Na fase classificatória, contra a Espanha, Oscar marcou 55 pontos, recorde olímpico de pontos em um jogo. No vôlei, o Brasil obteve um quarto lugar no masculino e um sexto, no feminino.
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BRASIL É TETRACAMPEÃO DA COPA DE BEACH SOCCER 2009

Jogadores comemoram o quarto título consecutivo do Brasil
A seleção brasileira confirmou o favoritismo e conquistou, neste domingo, a Copa do Mundo de Beach Soccer, disputado em Dubai, nos Emirados Árabes. A equipe comandada pelo técnico Alexandre Soares venceu a Suíça por 10 a 5, conquistando pela quarta vez o torneio em cinco edições organizadas pela Fifa.

A vitória da seleção brasileira começou em grande estilo. Aos 6 minutos de jogo, André marcou de bicicleta para abrir o placar. Logo depois, aos 8, o Brasil aproveitou um momento de vacilo dos suíços e, com dois gols em dez segundos, abriu 3 a 0.

A Suíça descontou com Mo Jaeggy, dando sinais de que poderia reagir na partida. Mas um gol de Daniel, no último segundo do primeiro período, deixou o Brasil novamente em situação confortável.

O segundo período foi completamente dominado pela seleção brasileira. Buru e Benjamin, em cobranças de falta, aumentaram a vantagem para 6 a 1. Depois, André e Betinho ampliaram o massacre. A seleção brasileira foi para os 12 minutos finais com 8 a 1 no placar.

O último período foi praticamente uma formalidade para os brasileiros. À espera do fim do jogo, o time diminuiu o ritmo e teve na Suíça um adversário valoroso, que tentou - e conseguiu - diminuir o tamanho da derrota.

Os suíços marcaram quatro vezes, com Schirinzi, Meier, Rodrigues e Stankovic - que acabou a competição como artilheiro e foi eleito também o melhor jogador. Sidney, de pênalti, e Bueno, no segundo final, fizeram os últimos gols do Brasil no Mundial.

Hegemonia brasileira

A conquista deste domingo soma-se às de 2006, 2007 e 2008 e consolida ainda mais a hegemonia brasileira no esporte. O país perdeu o torneio uma única vez - foi terceiro colocado em 2005, atrás da campeã França e de Portugal.

O Mundial deste ano apresentou como boa novidade: a participação da Suíça, país de pouca tradição e que ficou com o vice-campeonato. Na disputa pelo terceiro lugar, Portugal venceu o Uruguai por 14 a 7.

Fonte: http://www.band.com.br/
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REAL SALT LAKE É CAMPEÃO DA MAJOR LEAGUE SOCCER 2009, NOS ESTADOS UNIDOS


O Galaxy saiu na frente num lance que passou pelos pés de seus dois principais jogadores. Beckham puxou o contra-ataque e viu Landon Donovan aberto pela direita. O atacante da seleção americana cruzou no segundo pau, e Mike Magee completou com oportunismo, aos 41 minutos da etapa inicial.

No segundo tempo, Robbie Findley empatou a partida aos 19 minutos, chutando rasteiro após um bate-rebate na grande área do Galaxy. O placar de 1 a 1 levou o jogo para a prorrogação. Nada de gols, e decisão nas penalidades máximas. Beckham abriu a disputa convertendo sua cobrança, mas Donovan, Kirovski e Buddle desperdiçaram para o Galaxy. Robbie Russell, ex-jogador do time de Los Angeles, bateu o pênalti que garantiu a inédita taça para o Real Salt Lake.
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SELEÇÃO BRASILEIRA DE VÔLEI MASCULINO CONQUISTA O TRICAMPEONATO DA COPA DOS CAMPEÕES


Seleção brasileira conquista o tricampeonato da Copa dos Campeões, em Nagoya, no Japão

o tricampeonato da Copa dos Campeões (1997 e 2005). A seleção masculina de vôlei precisava de uma vitória sobre os japoneses, donos da casa, para não ter que fazer contas. E, com grande atuação de Murilo e do capitão, Giba, calou o “caldeirão” do Ginásio Nippongaishi Hall, em Nagoya: 3 sets a 0 (25/12, 26/24 e 25/22), fechando a temporada com três títulos em três torneios - também levou a Liga Mundial e o Sul-Americano. Uma conquista fácil, que deixou tranquilo até o sempre tenso técnico Bernardinho.

- O saldo foi positivo, temporada positiva, mas sem nenhum tipo de acomodação. Sem achar que chegamos a algum lugar - disse o treinador.

Bernardinho, como de costume, chegou ao Japão preocupado. A seleção tinha treinado apenas uma semana completa. O primeiro adversário foi Cuba, a perigosa equipe dos “mamutes”. Depois, ligou o sinal de alerta contra o Irã, que tinha em seu elenco seis atletas do Payakan, time que surpreendeu o Florianópolis de Bruninho no Mundial de Clubes. Contra a Polônia, segurou o saque flutuante dos rivais e fez sua melhor partida. No penúltimo desafio, vitória sobre os franco-atiradores egípcios. Em cinco jogos, apenas três sets perdidos: dois para Cuba e um para o Irã.
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OLIMPÍADAS DE 1984 EM LOS ANGELES - EUA

Poster
Com um homem voador com uma mochila a jato, cerimônia de abertura previa futurismo dos EUA
Medalha
Justificar1984 – OLIMPÍADAS DE LOS ANGELES

Quando:28/07/1984 a 12/08/1984
Países participantes:140
Total de atletas:6.829 (m: 5.263, f: 1.566)
Participação do Brasil:19º lugar
Total de modalidades:23
Total de medalhas distribuídas: 688

Os XXIII jogos olímpicos tiveram cerca de 7.800 atletas participantes e um número recorde de 140 países. No entanto foram prejudicados pelo boicote soviético, que afastou 15 países socialistas das competições. A URSS alegou que a autoridades norte-americanas estavam fazendo dos jogos uma arena política e não garantiam a segurança dos atletas. Os EUA foram os grandes vencedores, com 174 medalhas, seguidos pela Alemanha ocidental, com 59. O atleta que mais se destacou foi o norte americano Carl Lewis, que ganhou quatro medalhas de ouro. O Brasil conquistou uma medalha de ouro, cinco de prata e duas de bronze, no judô.

Soviéticos revidam boicote, mas não ofuscam show tecnológico de LA
Depois da debandada de Moscou, foi a vez dos soviéticos revidarem o boicote dos Estados Unidos. Mas nem a ausência da União Soviética e seu bloco de aliados socialistas, como Cuba e a Alemanha Oriental, impediu que Los Angeles obtivesse um número recorde de países participantes: 140. Os Jogos também marcaram a volta da China à competição após 32 anos de ausência. Os Estados Unidos receberam uma Olimpíada depois de 52 anos. Bem-organizados, os Jogos de Los Angeles mostraram um show de tecnologia. Na cerimônia de abertura, o ponto alto foi quando um homem voou sobre o estádio Coliseum com uma mochila a jato. Sem os principais rivais, os norte-americanos lideraram a competição com 174 medalhas, mais do que o triplo da Romênia, segunda colocada com 53. Pela primeira vez, uma edição dos Jogos foi financiada pela iniciativa privada. Tudo foi colocado à venda: desde o percurso de 19 mil quilômetros da tocha olímpica paté a piscina olímpica, construída pela rede de lanchonetes McDonald's.

Joaquim Cruz e a Geração de prata
Após o bom desempenho em Moscou, o Brasil enviou uma delegação ainda maior para Los Angeles. Com 166 atletas, sendo 145 homens e 21 mulheres, o país dobrou o número de medalhas conquistadas, com oito no total, um recorde até então: um ouro, cinco pratas e dois bronzes. O brasiliense Joaquim Cruz foi o único vencedor do país e de quebra estabeleceu novo recorde olímpico nos 800 m rasos, com 1min43s00, que durou até Atlanta-1996. Outra vitória emocionante foi a da seleção masculina de vôlei consagrou sua “Geração de prata”, de William, Bernard, Montanaro e Xandó, que perdeu apenas para os anfitriões e levou a medalha de prata. No futebol, a seleção foi à final pela primeira vez e também foi vice-campeã. Na natação, o então recordista mundial Ricardo Prado estabeleceu recorde sul-americano nos 400 m medley, e levou a medalha de prata, com 4min18s45. O Brasil manteve a tradição de pódios na vela e trouxe mais pratas, com Torben Grael e Daniel Adler, na classe Soling. Outro esporte que rendeu medalhas foi o judô, com a prata de Douglas Vieira na categoria meio-pesado e dois bronzes, de Walter Carmona (médio) e de Luís Onmura (leve). Na primeira competição onde os profissionais puderam atuar (desde que não tivessem participado de Copas do Mundo), o Brasil foi derrotado pela França por 2 a 0. Com base no Internacional, o time teve Dunga, Mauro Galvão e o goleiro Gilmar. O técnico foi Jair Picerni.
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OLIMPÍADAS DE 1980 EM MOSCOU - RÚSSIA

Poster
O ursinho Misha foi o destaque da cerimônia de abertura dos Jogos, que tiveram boicote dos EUA
Medalha
1980 – OLIMPÍADAS DE MOSCOU

Quando:19/07/1980 a 03/08/1980
Países participantes:80
Total de atletas:5.217 (m: 4.0641, f: 1.115)
Participação do Brasil:17º lugar
Total de modalidades:21
Total de medalhas distribuídas:631

Os XXII jogos olímpicos tiveram 81 países e 5.748 atletas participantes. Foram marcados por um fato extra-esportivo, o boicote proposto pelos EUA em protesto contra a invasão do Afeganistão pelos soviéticos. Além dos EUA, não compareceram a Moscou delegações da Alemanha ocidental, Japão e vários outros países. Com isso, o panorama esportivo foi denominado pela URSS e Alemanha oriental, que arrebanharam 320 das 629 medalhas. O Brasil conquistou duas medalhas de ouro, no iatismo e duas medalhas de bronze no salto triplo e revezamento 4 X 200 m, na natação.

União Soviética compensa boicote com supremacia e pompa
A Olimpíada de Moscou tinha tudo para ser grandiosa. Desde 1974, quando a escolha foi anunciada, a capital russa preparou-se para apresentar ao mundo uma Olimpíada para a glória do regime comunista. Mas, no ano olímpico, as diferenças políticas levaram a um boicote majoritário, que transformou e esvaziou o torneio.A invasão das forças soviéticas ao Afeganistão em dezembro de 1979 fez o presidente dos Estados Unidos, Jimmy Carter, anunciar um boicote aos Jogos. No total, 61 países aderiram ao apelo dos EUA. Com isso competições aguardadas como basquete, atletismo e natação, perderam o brilho.

Somente 80 países – o menor número desde 1956 – estiveram presentes (apenas 5.179 atletas, 4.064 homens e 1.115 mulheres). Outros, como Reino Unido, França, Itália, Austrália, Suécia e Holanda preservaram o espírito olímpico com ressalvas. A bandeira olímpica foi o estandarte utilizado por 16 delegações. Na cerimônia das medalhas, alguns países também optaram pela bandeira e o hino do COI. Para compensar, os gastos ultrapassaram US$ 9 bilhões. A cerimônia de abertura no estádio Lênin teve 102 mil espectadores, pirâmides humanas e a mascote que ficou famosa, o ursinho Misha. Sem seus principais adversários, a União Soviética dominou com folga o quadro de medalhas.

Brasil aproveita ausências e leva ouro após 24 anos
Com a maior delegação da história até então, 109 atletas, o Brasil foi favorecido por tantas ausências e teve o seu melhor desempenho em Olimpíadas desde sua estréia, em 1920, em Antuérpia. Com duas medalhas de ouro e duas de bronze, o país termina em 17° na colocaçao final no quadro geral de medalhas - a melhor posição em todos os tempos.Após 24 anos, os brasileiros finalmente voltaram a ganhar o ouro olímpico. E pela primeira vez em dose dupla. Na vela, Alexandre Welter e Lars Bjorkstrom ficaram em primeiro lugar na classe Tornado e Marcos Pinto Rizzo Soares e Eduardo Penido venceram na classe 470. No atletismo, o Brasil ganhou um bronze com João Carlos de Oliveira, o João do Pulo. O saltador, que já tinha levado o bronze em 1976, obteve a sexta medalha nacional no salto triplo. Em Moscou, João do Pulo chegou a atingir 17,40 metros em uma das tentativas, marca suficiente para levar o ouro mas, oficialmente, o índice foi 17,22 m.Essa foi a última participação de João do Pulo em Olimpíadas. No ano seguinte, o atleta teve a perna direita amputada após um acidente automobilístico. Em maio de 1999, João do Pulo morreu de infecção generalizada.Outra medalha de bronze conquistada pelo Brasil em Moscou-1980 saiu na natação, com a equipe do revezamento 4 x 200 metros livre. O quarteto, formado por Jorge Fernandes, Marcus Mattioli, Ciro Delgado e Djan Madruga, completou a prova em 7min30s10. Nas provas individuais, o melhor desempenho foi de Djan Madruga, quarto nos 400 metros livre. No basquete masculino, o Brasil acabou favorecido pelo boicote dos países capitalistas. Mesmo eliminada no Pré-Olímpico, foi convidada a participar dos Jogos e terminou na quinta colocação. Entre as brasileiras (15 no total), o melhor desempenho foi do vôlei, que terminou em sétimo na classificação final.
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OLIMPÍADAS DE 1976 DE MONTREAL NO CANADÁ

Poster
Pós-Munique, Montréal tem Jogos seguros e com 'debandada' política e marca fim dos EUA no topo
Medalha
1976 – OLIMPÍADAS DE MONTREAL

Quando:17/07/1976 a 01/08/1976
Países participantes:92
Total de atletas:6.084 (m: 4.824, f: 1.260)
Participação do Brasil:36º lugar
Total de modalidades:21
Total de medalhas distribuídas:613

Os XXI jogos olímpicos tiveram 89 países e 9.564 atletas participantes, com destaque para as exibições da ginasta romena Nadia Comaneci e da equipe de ginastas russas lideradas por Ludmila Turischeva. Na natação masculina dominaram os norte-americanos, em todos os títulos; na feminina, as representantes da Alemanha oriental. como os jogos de Munique, também os de Montreal foram afetados por problemas políticos, relacionados com República da China e com a Nova Zelândia, contra cuja participação se opuseram as grandes nações negras e norte-africanas, além do Iraque e da Guiana

Montréal vê boicote político e marca avanço antidoping
Com a experiência recente do atentado de Munique, o Comitê Olímpico Internacional indicou a cidade canadense de Montréal confiante no renascimento dos Jogos. Cerca de 16 mil soldados protegeram a competição, mas nenhuma ocorrência grave foi registrada. Logo após a cerimônia de abertura, porém, a paz deixou de reinar. Liderados pela Tanzânia, 22 países africanos abandonaram os Jogos por discordarem da participação da Nova Zelândia, porque a seleção de rúgbi (esporte não-olímpico) tinha realizado uma turnê pela África do Sul, excluída do torneio devido ao apartheid. Iraque, Líbano e Guiana aderiram ao boicote. O combate antidoping do COI entrou em nova fase. Os três medalhistas em cada prova foram submetidos ao controle, além de outros escolhidos por sorteio. Foram realizados 2 mil exames, que detectaram onze casos positivos, dos quais oito de levantadores de peso. No tiro esportivo, um atleta de Mônaco de 65 anos, Paulo Cerutti, foi desclassificado por tomar anfetaminas. A polonesa Danuta Rosani, do arremesso do disco, tornou-se a primeira mulher pega no atletismo. Na soma das medalhas, pela primeira vez os Estados Unidos ficaram em terceiro lugar no quadro geral, atrás de União Soviética e Alemanha Oriental.
Brasil repete bronzes de Munique e “aparece” no futebol
No Canadá, a delegação brasileira repetiu o desempenho de Munique-1972, conquistando duas medalhas de bronze. Com uma delegação de 81 atletas, dos quais apenas sete mulheres, os brasileiros participaram de 13 modalidades. Seguindo a tradição do atletismo, o salto triplo foi o destaque do país. Depois dos feitos de Adhemar Ferreira da Silva e Nélson Prudêncio em edições anteriores dos Jogos, foi a vez de João do Pulo subir ao pódio para levar o bronze. João do Pulo chegou a Montreal como recordista mundial da prova, com a marca de 17,89 m do Pan do México-75. O brasileiro liderou a fase eliminatória, mas não conseguiu passar dor 16,90 m e foi superado pelo soviético Viktor Saneyev, que faturou o ouro pela terceira vez consecutiva com 17,29 m. O saltador, que faleceu em 1999, participou ainda da Olimpíada seguinte, em Moscou-1980, onde foi bronze. O segundo bronze do Brasil foi na vela, com a dupla Reinald Conrad e Peter Ficker na classe Flying Dutchman, que por 0s4 não levaram a prata. Para Conrad, foi o segundo pódio em Olimpíadas, já que no México-1968, ele também levou bronze ao lado de Bukhard Cordes. Além disso, Cláudio Biekarck obteve o quarto lugar na classe Finn. O futebol por pouco não aumentou a lista de medalhas, com um quarto lugar. O time comandado por Cláudio Coutinho, que seria técnico na Copa do Mundo de 1978, contou com futuros destaques de Mundiais, como o goleiro Carlos, o zagueiro Edinho, o lateral Júnior e o volante Batista. A seleção perdeu para a Polônia na semifinal e, na disputa pelo bronze, voltou a perder, para a União Soviética.

Na natação, Djan Madruga também ficou com o quarto lugar nos 400 m e 1.500 m livres.
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OLIMPÍADAS DE 1972 EM MUNIQUE - ALEMANHA

Poster
Montagem com as fotos dos 11 membros da delegação israelense mortos após ação palestina
Medalha
1972 – OLIMPÍADAS DE MUNIQUE

Quando:26/08/1972 a 11/09/1972
Países participantes:121
Atletas:7.134 (masc: 6.075, fem: 1.059)
Participação do Brasil:41º lugar
Número de modalidades:23
Total de medalhas:600

Os XX jogos olímpicos tiveram 121 países e 8.500 atletas participantes. Os alemães voltaram a dar exemplo de organização gigantesca. Instalações perfeitas, gastos fantásticos, alojamentos de primeira ordem. Destacado de todos os outros com o recorde de sete medalhas de ouro, o nadador norte-americano Mark Spitz foi o campeão entre os campeões. Houve algumas surpresas, como a vitória soviética no basquete e a Polônia n futebol. e mais um registro trágico: o sequestro e assassinato de 11 atletas de Israel por membros do grupo terrorista árabe Setembro Negro.

O terrorismo e questão palestina
A Olimpíada de Munique imaginava ficar na história por seu gigantismo, mas acabou ficando marcada pela matança de 18 pessoas, entre atletas israelenses, terroristas palestinos e policiais. Pela primeira vez, o maior evento esportivo do mundo foi paralisado. Cogitou-se suspender os Jogos, mas o COI decidiu manter a programação original.O mundo se comoveu na manhã do dia 5 de setembro, quando um grupo de terroristas palestinos da organização Setembro Negro invadiu a Vila Olímpica de Munique e ingressou nos dormitórios da delegação israelense. Duas pessoas foram assassinadas imediatamente e outras nove foram feitas reféns do grupo. Os terroristas pediram a libertação de 200 árabes prisioneiros em Israel e ameaçaram executar dois reféns a cada hora.As competições tiveram que ser suspensas, enquanto seguiam as negociações entre os palestinos e as autoridades alemãs. A Vila Olímpica foi cercada por 4000 policiais. Com a chegada da noite, a polícia convenceu o comando a seguir para o Cairo (Egito). Dois helicópteros partiram com os oito palestinos e os nove reféns em direção ao aeroporto militar. Na chegada ao aeroporto, a polícia lançou um ataque que resultou em verdadeiro fracasso: morreram 18 pessoas, entre elas os nove reféns, cinco terroristas palestinos, um policial e o piloto de um dos helicópteros.O incidente paralisou os Jogos por 34 horas. Holanda e a Noruega abandonaram a competição, mas depois desistiram da idéia. Até o presidente do Comitê Organizador dos Jogos, o alemão Willi Daume, chegou a pedir o cancelamento definitivo do evento, mas o COI decidiu continuar a Olimpíada. Em homenagem aos mortos, foi realizada uma cerimônia no estádio de Munique. A competição prosseguiu, mas sem o mesmo brilho.Os Jogos de 1972, no coração da Baviera, marcaram o início do gigantismo nas Olimpíadas. A Vila Olímpica tinha capacidade para 16 mil pessoas. O estádio, com 75 mil m², era uma inovadora obra de arquitetura, com seu teto suspenso de lona transparente.

Bronzes raros para o Brasil
O país vai com quase o mesmo número de atletas da edição anterior, 89 contra 84 na Cidade do México. Participando outra vez de 13 modalidades, os brasileiros conquistam duas medalhas de bronze. No atletismo, e mais uma vez no salto triplo, o Brasil chegou ao pódio com Nélson Prudêncio. Prata na Cidade do México-1968, Prudêncio saltou 17,05 metros em Munique, contra os 17,35 metros do vencedor, o soviético Viktor Saneyev. A prata ficou com o alemão-oriental Joerg Drehmel, que saltou 17,31 metros.No judô, o Brasil ganhou seu segundo bronze com Chiaki Ishii, na categoria meio-pesado. O atleta também disputou a categoria absoluto, terminando na sétima colocação. O japonês naturalizado brasileiro é pai de Vânia Ishii, medalha de ouro no Pan de Winnipeg-1999 e prata em Santo Domingo-2003, na categoria meio-médio. Na vela, conseguiu bons resultados com dois quartos lugares: Reinald Conrad e Burkhard Cordes (na classe Fying Dutchmann), e Jan Willen Aten, Joerg Bruder e Peter Wolfgang Metzner (na classe Star).Na natação, o país terminou em quarto lugar no revezamento 4 x 100 metros livres e no revezamento 4 x 400 metros livres, com José Roberto Diniz Aranha, Paulo Becskehazy, Paulo Zanetti e Ruy Tadeu de Oliveira. Nos esportes coletivos, os brasileiros não foram bem. Além do futebol eliminado na primeira fase, no basquete e no vôlei, as equipes masculinas terminaram em sétimo e oitavo lugares, respectivamente.
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OLIMPÍADAS DE 1968 NA CIDADE DO MÉXICO - MÉXICO

Poster
Lembrando de Martin Luther King, Smith e Carlos, medalhistas dos 200m, pedem igualdade racial
Medalha
1968 – OLIMPÍADAS DA CIDADE DO MÉXICO

Quando: 12/10/1968 a 27/10/1968
Países Participantes: 112
Atletas:5516 (masc: 4735; fem: 781)
Participação do Brasil:35º lugar
Total de modalidades:20
Total de medalhas distribuídas:527

Os XIX jogos olímpicos tiveram 109 países e 6.082 atletas participantes. Organizados pelos mexicanos com tremendas dificuldades financeiras, levaram a um protesto de estudantes. Em vários sentidos os jogos foram tumultuados. Além de manifestações e choques com estudantes nas ruas, com violenta intervenção policial, houve o protesto dos negros norte-americanos, alguns deles do grupo denominado Black Power, que erguiam punhos com luvas negras a cada vitória alcançada. O norte-americano Al Oerter, branco, tornou-se primeiro atleta a sagrar-se tetra-campeão olímpico, no lançamento do disco. Pela primeira vez na história dos jogos olímpicos coube a uma mulher carregar a tocha olímpica: a atleta Norma Enriqueta Basílio.

No México, as Olimpíadas conhecem dois tipos de doping
As Olimpíadas de 1968, na Cidade do México, apresentaram o mundo a dois tipos de doping. O primeiro, natural, resultado da altitude: disputados a 2.240 metros do nível do mar, com resistência do ar menor e 30% de oxigênio a menos, os Jogos tiveram 68 recordes mundiais e 301 recordes olímpicos quebrados. O segundo, artificial. A Cidade do México viu, pela primeira vez, o controle antidoping em Olimpíadas. Somente um atleta foi eliminado por testar positivo a substâncias proibidas - o sueco Hans-Gunnar Liljenvall, do pentatlo moderno, por excesso de álcool. Além disso, testes de comprovação de sexo para as provas femininas foram adotados, pelas suspeitas sobre as características físicas de algumas campeãs dos países do bloco socialista. Nenhuma mulher foi desclassificada, mas muitas atletas importantes não se inscreveram para os Jogos. O evento teve alto grau de envolvimento político, já que o ano de 1968 foi um dos mais politizados da história. No país sede, pouco antes da abertura, 300 mil estudantes e professores entram em greve e, dez dias antes da festa de abertura, tropas do governo abrem fogo contra milhares de manifestantes na Praça das Três Culturas, matando centenas de jovens. No resto do mundo, a China vive o início da Revolução Cultural. Na Tchecoslováquia, os sonhos de liberdade são esmagados por tanques soviéticos na "Primavera de Praga". Na França, o governo enfrenta manifestos estudantis e, nos Estados Unidos, são assassinados Robert Kennedy e o líder negro Martin Luther King.

Três pódios nas Olimpíadas da América Latina
O Brasil aproveitou os primeiros Jogos disputados na América Latina para conseguir seu melhor desempenho olímpico da década. No México, foram uma medalha de prata e duas de bronze. No atletismo, o salto triplo novamente rendeu medalha ao Brasil. Depois do bicampeonato de Adhemar Ferreira da Silva, foi a vez de Nelson Prudêncio conquistar a prata. Ele saltou 17,27m, novo recorde mundial. Na última tentativa, quando o brasileiro já saboreava a vitória, o soviético Viktor Saneyev atrapalhou a festa verde-amarela e saltou 17,39m, conquistando o ouro. No boxe, o paulista Servílio de Oliveira conquistou a primeira e única medalha da modalidade, bronze nos meio-médios, após perder as semifinais pelo mexicano Ricardo Delgado. A terceiro medalha veio em uma modalidade que, no futuro, se tornaria a mais vitoriosa do país em Olimpíadas, a vela. Na classe Flying Dutchmann, Reinald Conrad e Burkhard Cordes ganharam o bronze. O Brasil esteve próximo de outras duas medalhas. No basquete, a seleção masculina foi derrotada na disputa pela medalha de bronze pela União Soviética, por 70 a 53. Na natação, José Silvio Fiolo terminou a prova dos 100 metros peito a um décimo de segundo dos soviéticos Vladimir Kosinsky e Nikolai Pankin, medalhas de prata e bronze respectivamente.
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OLIMPÍADAS DE 1964 EM TÓQUIO - JAPÃO

Poster
Yoshinori Sakai acende a pira olímpica - jovem de 19 anos nasceu no dia da bomba de hiroshima
Medalha
1964 – OLIMPÍADAS DE TÓQUIO

Quando: 10/10/1964 a 24/10/1964
Países Participantes: 93
Atletas: 5151 (masc: 4473; fem: 678)
Participação do Brasil: 35º lugar
Total de modalidades: 21
Total de medalhas distribuídas: 504

Os XVIII jogos olímpicos tiveram 94 países e 5,565 atletas participantes. Superaram os de Roma em organização e introduziram definitivamente a tecnologia no esporte. O etíope Abebe Bikila tornou-se o primeiro na história a sagrar-se bi-campeão da maratona. A australiana Dawn Fraser, campeã de nado livre, e o jovem norte-americano Don Schollander, que obteve quatro medalhas de ouro, tornaram-se os novos fenômenos da natação universal. Yoshinori Sakai, o atleta japonês que carregou a tocha olímpica na solenidade de abertura, nasceu perto de Hiroshima no exato dia em que ali foi atirada a bomba atômica. Os japoneses o usaram como seu símbolo.

Olimpíada comprova o renascimento japonês
Fora da Europa, nenhum país sofreu tanto com a Segunda Guerra Mundial quanto o Japão, atingido por duas bombas nucleares norte-americanas. Depois de 19 anos da bomba de Hiroshima, os japoneses usaram as Olimpíadas para provar que estavam renascendo. Em 1964, os Jogos foram disputados pela primeira vez no continente asiático. Tóquio já tinha sido eleita como sede olímpica de 1940, mas a capital japonesa desistiu em 1937, por causa do início da guerra contra a China. Em 1959, a cidade voltou vencer as eleições do COI, para os Jogos de 64. Foram investidos US$ 3 bilhões na construção de complexos esportivos, na infra-estrutura e no sistema de transporte da cidade, na época com mais de 10 milhões de habitantes. Grande parte desse valor veio da ajuda dos Estados Unidos, ainda em dívida com os japoneses pelos danos causados durante a Guerra. As mais importantes construções estavam o Estádio do Judô e o Estádio Olímpico, projetado no estilo dos tradicionais templos japoneses. O último ficou lotado na cerimônia de abertura: como símbolo do renascimento japonês, o último a carregar a tocha olímpica foi Yoshinori Sakai, de 19 anos, nascido em Hiroshima em 6 de agosto de 1945, dia da explosão da bomba atômica. Tóquio-64 também marcou o renascimento olímpico dos EUA. Após duas derrotas no quadro geral de medalhas para a União Soviética, os norte-americanos não pouparam esforços e terminaram à frente dos soviéticos em medalhas de ouro (36 a 30). A URSS, porém, conquistou mais medalhas (96 a 90).

Nuzman, Wlamir, Amaury, Feola e só uma medalha
Nos Jogos Olímpicos do Tóquio-1964, o Brasil enviou uma delegação menor do que na Olimpíada anterior, mas com alguns nomes importantes do esporte nacional. O time de vôlei, 7º colocado, por exemplo, tinha Carlos Arthur Nuzman, que 31 anos depois assumiria a presidência do Comitê Olímpico Brasileiro. No futebol, Vicente Feola, que foi campeão da Copa do Mundo de 1958, comandou uma seleção de amadores. No hipismo, Nelson Pessoa foi quinto colocado nos saltos - seu filho, Rodrigo Pessoa, conquistaria o título olímpico em 2004. A única medalha veio com o time de Wlamir Marques e Amaury Passos no basquete. Agora bicampeões mundiais (venceram o Mundial em 59 e 63), seleção brasileira ficou com o bronze pela segunda seguida - 3ª na história das Olimpíadas. A equipe brasileira, treinada por Kanela, era muito parecida com a que disputou Roma-60. O núcleo era formado por Amaury, Wlamir, Mosquito, Rosa Branca, Jathyr, Edson Bispo e Sucar, além dos novatos Ubiratan, Friedrich Wilhelm Braun, Victor Mirschawka, Sérgio Machado e Edvar Simões. O time fez uma boa campanha na competição, vencida pelos EUA, com seis vitórias e três derrotas. Na disputa pela medalha de bronze, o Brasil derrotou Porto Rico por 67 a 60. No atletismo e na natação, modalidades em que os brasileiros mantinham regularidade na conquista de medalhas, passaram em branco. Aída dos Santos foi a única brasileira na Olimpíada de Tóquio e, sem treinador, terminou em quarto lugar no salto em altura, passando da marca de 1,74m.
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OLIMPÍADAS DE 1960 EM ROMA - ITÁLIA

Poster
Aproveitando os pontos turísticos, Roma usou os Arcos de Constantino para a largada da Maratona.
Medalha
1960 – OLIMPÍADAS DE ROMA

Quando: 25/08/1960 a 11/09/1960
Países Participantes: 83 Atletas: 5338 (masc: 4727; fem: 611) Participação do Brasil: 39º lugar
Total de modalidades: 19
Total de medalhas distribuídas: 461

Os XVII jogos olímpicos tiveram 84 países e 5.396 atletas participantes. Foram um espetacular acontecimento turístico e, como os dois jogos anteriores, um êxito de organização. Pela primeira vez os norte-americanos perderam para os soviéticos no total de medalhas. No entanto, dois atletas dos EUA Wilma Rudolph, sprinter, e Ralph Boston, que bateu o recorde de Jesse Owens no salto em distância foram os heróis dos jogos, assim como o alemão Armin Hary, outro velocista, e as atletas soviéticas.

Após 52 anos da erupção do Vesúvio, Roma recebe seus Jogos
A decepção de 1908, quando Roma teve de abdicar de organizar os Jogos Olímpicos por causa da erupção do Monte Vesúvio aumentou ainda mais a importância dos Jogos de 1960. Para celebrar a volta das Olimpíadas, os italianos usaram seus principais pontos turísticos para receber provas. A chegada da Maratona, por exemplo, foi no Arco de Constantino. A competição de luta livre, na Basílica de Constantino, nas ruínas do Forum Romano, e a ginástica, nas Termas de Caracala. Tudo para lembrar que Roma recebeu as Olimpíadas da antigüidade, até a proibição do imperador Teodósio em 393. Apesar da opção pelo clássico, Roma investiu para organizar a competição. Para construir novas instalações e infra-estrutura necessárias, o comitê organizador gastou US$ 30 milhões. O aeroporto internacional de Fiumicino, por exemplo, foi construído para os Jogos. Os belos cenários dos Jogos marcaram também a primeira edição olímpica com transmissão mundial pela televisão. A rede inglesa Eurovision transmitiu 93 horas e 40 minutos de programação. Cerca de 100 canais exibiram imagens para a Europa, ao vivo para 18 países. Foi também a primeira vez que uma Olimpíada foi retransmitida para os Estados Unidos. A rede ABC pagou 400 mil dólares pelos direitos, mas imagens chegavam com atraso, já que as fitas de vídeo eram enviadas de Roma para Nova York por avião.

Campeões mundiais ficam com bronze
Com Adherma Ferreira da Silva já em declínio nas pistas, mas presente na delegação, a grande estrela do time brasileiro foi a seleção de basquete do técnico Kanela, campeã do mundo de 1959. Considerada por muitos o melhor time de basquete do Brasil de todos os tempos, a seleção era formada por Algodão, Amaury, Wlamir, Mosquito, Édson, Fernando, Jathyr, Rosa Branca, Sucar, Moyses, Waldemar e Waldyr. Embalados pelo título do ano anterior, a equipe deu ao basquete brasileiro sua segunda medalha de bronze na história com uma bela campanha. Em oito jogos, venceu seis e perdeu apenas duas vezes. Na primeira fase, o time treinado por Kanela ganhou todos os seus jogos, inclusive da poderosa União Soviética (58 a 54). No quadrangular final, no entanto, os soviéticos deram o troco com vitória apertada (64 a 62). O resultado deu à URSS a medalha de prata. O ouro ficou com os Estados Unidos, que derrotaram o Brasil por 90 a 63. Já sem o brilho do bicampeonato, Adhemar não chegou às finais. Sua despedida das Olimpíadas, porém, foi marcante: ele foi ovacionado pela torcida italiana após a sua última tentativa na fase classificatória no salto triplo. Na natação, o Brasil conquistou sua segunda medalha de bronze com Manoel dos Santos, na prova dos 100 metros livre. A medalha só não foi outra por causa de 0s2. O nadador paulista liderou durante boa parte da prova, mas foi ultrapassado pelo australiano John Devitt e pelo norte-americano Lance Larson na reta final.
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URUGUAI SE CLASSIFICA PARA A COPA DE 2010 NA ÁFRICA DO SUL


Festa uruguaia após o gol de Abreu

Foi sofrido, com contornos de drama, mas o Uruguai empatou nesta quarta-feira com a Costa Rica por 1 a 1, no estádio Centenário, e garantiu a última vaga para a Copa do Mundo de 2010. "El Loco" Abreu marcou para os uruguaios, que haviam vencido o jogo de ida da repescagem, fora de casa, por 1 a 0. Centeno anotou para os costa-riquenhos, que lutaram até o fim, mas não conseguiram a virada.

A partida foi cheia de tensão. Houve algumas jogadas ríspidas de parte a parte, com a conivência do árbitro suíço Massimo Busacca (o juiz não poderia ser sul-americano ou da Concacaf, regiões de Uruguai e Costa Rica). No segundo tempo, com a partida em 1 a 1, os reservas da Costa Rica brigaram com policiais no banco de reservas.

Com o resultado, o Uruguai retorna à Copa do Mundo depois de ficar ausente em 2006. O técnico René Simões, por sua vez, falhou na tentativa de chegar a seu segundo Mundial (levou a Jamaica à Copa de 1998 e buscava repetir a dose no comando da Costa Rica).

Fonte: Globo.com
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PORTUGAL SE CLASSIFICA PARA A COPA DE 2010 NA ÁFRICA DO SUL


Jogadores portugueses comemoram classificação à Copa do Mundo de 2010

A seleção portuguesa não sentiu nem um pouco o desfalque do craque Cristiano Ronaldo e, com autoridade, derrotou a Bósnia por 1 a 0, fora de casa, e se garantiu na Copa de 2010. Os lusitanos, que já haviam vencido a partida de ida da repescagem europeia para o torneio por 1 a 0 no último sábado, chegam ao seu quinto Mundial (disputaram anteriormente as edições de 1966, 1986, 2002 e 2006).

A classificação teve um sabor especial para o técnico Carlos Queiroz. Ele era o comandante de Portugal nas eliminatórias para Copa do Mundo de 1994. Na época, a equipe da Terrinha perdeu a chance de ir aos EUA ao ser derrotada pela Itália por 1 a 0 em jogo válido pela última rodada do grupo 1.

Fonte: Globo.com
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GRÉCIA SE CLASSIFICA PRA A COPA DE 2010 NA ÁFRICA DO SUL


Os jogadores comemoram o gol de Salpingidis, que colocou a Grécia na Copa

Fora da Copa do Mundo desde 1994, a Grécia está de volta ao Mundial na África do Sul: nesta quarta-feira, a seleção grega venceu a Ucrânia por 1 a 0, em Donetsk, e garantiu vaga na repescagem da Europa. Na ida, houve empate de 0 a 0.

O gol grego foi marcado por Dimitrios Salpingidis, aos 31 do primeiro tempo. A classificação compensa o vexame da Grécia em 2006, quando ficou fora da Copa na Alemanha após ter sido campeã da Eurocopa em 2004.

Em sua única participação em Mundiais, a seleção grega fez feio: foi a última colocada do Grupo D da Copa de 1994, com três derrotas, dez gols sofridos e nenhum marcado, contra Nigéria, Bulgária e Argentina.

Depois do empate em Atenas por 0 a 0, a Grécia precisava marcar fora de casa para ter vantagem contra a Ucrânia. E conseguiu aos 31 minutos: Salpingidis recebeu lançamento entre os zagueiros, em posição legal, e tocou na saída do goleiro Pyatov.

No segundo tempo, a equipe de Shevchenko ainda tentou pressionar os gregos em Donestk. O empate com gols dava a vaga aos visitantes, por causa do gol marcado fora de casa. O goleiro Tzorvas fez defesas importantes em chutes de Milevskiy e Aliyev, salvando a Grécia.

Fonte: Globo.com
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ESLOVÊNIA SE CLASSIFICA PARA A COPA DE 2010 NA ÁFRICA DO SUL


Zlatko Dedic comemora muito o gol que classificou a Eslovênia para a Copa do Mundo

A Eslovênia foi a segunda colocada no Grupo 3, com 20 pontos, ficando atrás da Eslováquia, com 22. A presença na África do Sul será a segunda em mundiais da Eslovênia. Em 2002, após eliminar a Romênia, a seleção do leste europeu caiu no Grupo B. Não pontuou contra Espanha, Paraguai e os próprios Bafana Bafana e terminou na lanterna.
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FRANÇA SE CLASSIFICA PARA A COPA DE 2010 NA ÁFRICA DO SUL

Henry ajeita a bola com a mão.
A França está na Copa de 2010, mas graças a uma enorme ajuda do juiz e à malandragem de Thierry Henry. O árbitro sueco Martin Hansson ignorou um toque de mão claro do atacante do Barça no lance que originou o gol dos Bleus no empate de 1 a 1 com a Irlanda, nesta quarta-feira, em Paris.

O resultado, alcançado somente no fim do primeiro tempo da prorrogação, garantiu a 13ª participação da atual vice-campeã mundial na competição mais importante do futebol no planeta. Na partida de ida, realizada em Dublin, os franceses haviam vencido por 1 a 0 com um gol de Anelka.

Fonte:Globo.com
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ARGÉLIA SE CLASSIFICA PARA A COPA 2010 NA ÁFRICA DO SUL


Em um jogo cercado de rivalidade e tensão, a Argélia derrotou o Egito por 1 a 0, nesta quarta-feira, em Omdurman, no Sudão, e garantiu a última vaga africana para a Copa do Mundo de 2010. O duelo entre os dois países do norte da África foi válido pelo jogo de desempate do Grupo C das eliminatórias do continente.

Com a classificação, a Argélia volta a disputar uma Copa do Mundo após 24 anos ausente. Sua última participação foi em 1986, quando ficou em último lugar no Grupo 4, o mesmo do Brasil. Os egípcios, por sua vez, seguem fora do torneio. A última participação dos atuais campeões africanos foi em 1990, na Itália.

Os outros representantes da África na Copa de 2010 são a anfitriã África do Sul, Gana, Costa do Marfim, Camarões e Nigéria.

Fonte: Globo.com
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OLIMPÍADAS DE 1956 EM MELBOURNE - AUSTRALIA

Poster
Adhemar voa na Austrália saltador se tornou o primeiro atleta brasileiro bicampeão olímpico
Medalha
1956 – OLIMPÍADAS DE MELBOURNE

Quando: 22/11/1956 a 08/12/1956
Países Participantes: 72 Atletas: 3314 (masc: 2938; fem: 376)
Participação do Brasil: 24º lugar Total de modalidades: 19
Total de medalhas distribuídas: 327

Os XVI jogos olímpicos tiveram 67 países e 3.184 atletas participantes. As provas de hipismo devido à quarentena que as autoridades australianas determinavam para os cavalos vindos do exterior cumpriram-se em Estocolmo. A organização foi, da mesma forma, elogiável, apesar dos sacrifícios que o país teve de suportar para concluí-la segundo os planos. O brasileiro Ademar Ferreira da Silva, que já brilhava em Helsinki, confirmou seu título no salto triplo, tornando-se bi-campeão olímpico.

Em Melbourne, Adhemar vira lenda olímpica brasileira
Em 1956, quando Adhemar Ferreira da Silva saltou 16,35 m na final do salto triplo, bateu um recorde que perduraria pelos próximos 48 anos. A marca não foi a melhor do mundo à época, nem mesmo a melhor da carreira do saltador. Mas foi com ela que Adhemar chegou ao bicampeonato olímpico, feito só igualado por brasileiros nos Jogos de Atenas, em 2004, pelos velejadores Torben Grael e Robert Scheidt e pelos jogadores de vôlei Maurício e Giovane. O atleta paulista foi o único destaque do Brasil nas Olimpíadas de Melbourne. Com a distância, o alto custa da viagem e o cenário internacional incerto, apenas 48 brasileiros disputaram os Jogos. Em Helsinque-1952, a delegação verde-amarela teve 107 representantes. Adhemar foi o único brasileiro a ganhar uma medalha em Melbourne. Como campeão olímpico em 1952, ele tinha quebrado o recorde mundial da prova em 1955, com a marca de 16,55 metros, nos Jogos Pan-Americanos da Cidade do México. Em 1956, o brasileiro superou o islandês Vilhjalmur Einarsson, com a marca de 16,35m. A marca, 15 cm a menos do que seu recorde pessoal, era o novo recorde olímpico. Dois anos mais tarde, em 1958, Adhemar mostrou seu lado artístico, atuando no filme Orfeu Negro. Ele ainda foi escultor, professor de educação física, formou-se em direito e licenciou-se em relações públicas. Falava fluentemente cinco idiomas e chegou a trabalhar na embaixada do Brasil na Nigéria. Morreu no dia 12 de janeiro de 2001, aos 73 anos, vítima de diabetes. O Brasil ainda levou outra lenda do esporte para a Austrália. Éder Jofre, o primeiro boxeador brasileiro campeão mundial, chegou perto da medalha. O paulista foi derrotado nas quartas-de-final, por pontos, pelo chileno Cláudio Barrientos, na categoria galo.

Clima político tenso
Na primeira Olimpíada do Hemisfério Sul, fora do eixo Europa-América do Norte, o Comitê Olímpico internacional violou pela primeira vez a carta olímpica. A lei australiana impôs uma quarentena de seis meses a todo cavalo procedente de outro país. O COI decidiu, então, mandou para Estocolmo, na Suécia, as provas de hipismo. Os problemas dos Jogos, porém, não pararam aí. O contexto político internacional da época era preocupante. A intervenção franco-britânica no canal de Suez (Egito), o segundo conflito árabe-israelense, a violência na África do Norte, motivada pelas lutas pela independência, e a intervenção dos tanques soviéticos em Budapeste criaram dúvidas sobre a disputa dos Jogos. Egito, Iraque e Líbano boicotaram os Jogos em protesto pelo conflito árabe-israelense. Israel enviou uma delegação de três atletas, por causa da convocação para servir o exército. Holanda, Espanha e Suíça não foram aos Jogos para protestar contra a invasão à Hungria. A China popular não participou por causa da presença de Formosa (atual Taiwan). A intervenção soviética na Hungria causou tanta revolta que, no pólo aquático, membros das equipes soviética e húngara trocaram socos dentro da piscina. O jogo precisou ser suspenso quando a Hungria vencia por 4 a 0 e a polícia entrou em cena. Nesse cenário, a União Soviética terminou pela primeira vez na frente dos Estados Unidos no quadro de medalhas (98 a 74 no total).
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OLIMPÍADAS DE 1952 EM HELSINQUE - FINLÂNDIA

Poster
Savolainen lê juramento no estádio olímpico Helsinque é menor sede dos Jogos da história
Medalha
1952 – OLIMPÍADAS DE HELSINQUE

Quando: 19/07/1952 a 03/08/1952
Países Participantes: 69
Atletas: 4955 (masc: 4436; fem: 519)
Participação do Brasil: 24º lugar Total de modalidades: 19
Total de medalhas distribuídas: 459

Os XV jogos olímpicos tiveram 69 países e 5.867 atletas participantes. Organização perfeita, assistência técnica moderníssima, hospitalidade e muita ordem caracterizam o trabalho dos finlandeses. Os jogos marcaram o ingresso da URSS no mundo olímpico. E estenderam, até o campo do esporte, a "guerra fria" da política internacional. O maior nome dos jogos foi Emil Zatopek, vencedor de três provas de fundo, excepcional corredor checo apelidado de "a locomotiva humana".
Miniolimpíadas dão início à "Guerra Fria" esportiva
A cidade de Helsinque, na Finlândia, tinha apenas 367 mil habitantes em 1952, quando recebeu os Jogos Olímpicos. Nunca uma cidade tão pequena abrigou o evento. Exemplo da grandiosidade olímpica em relação às pequenas proporções da capital finlandesa é o estádio Olímpico: com 70 mil lugares, o local poderia acolher um quinto dos habitantes da cidade sede. Os Jogos "intimistas" marcaram o primeiro confronto entre as duas grandes potências mundiais esportivas, que dominariam o movimento olímpico desde então. Pela primeira vez desde a Revolução Bolchevique de 1917 a União Soviética esteve presente - apesar de competir em campeonatos europeus de algumas modalidades, apenas em 1951 os soviéticos pediram reconhecimento ao COI. Com isso, os EUA tinham uma ameaça real a sua supremacia - desde St. Louis-1904, os norte-americanos só perderam os Jogos de Berlin-1936, para a Alemanha. No quadro geral de medalhas, os EUA dominaram com 40 ouros contra 22, mas a União Soviética chegou perto no número total de pódios, com 71 contra 76. A tensão política, porém, gerou uma divisão física entre os países. As delegações dos países ocidentais foram hospedadas na Vila Olímpica de Kapylae, em uma área de 200 mil m², formada por 21 prédios que hospedavam 4.800 atletas. As delegações da URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas) e de seus países-satélites ficaram no litoral do mar Báltico, em Otaniemi, onde foram construídos três grupos de prédios com capacidade para 1.200 atletas. A Alemanha voltou aos Jogos, mas apresentou um quadro político confuso. Banido de Londres-1948, o país voltou a se apresentar unido, sem distinção entre Ocidental e Oriental - apesar de não ter na delegação nenhum atleta do leste. Além disso, os Jogos contaram com o Sarre, uma região carbonífera do sul da Alemanha, independente desde o final da Guerra. O comitê olímpico do país desapareceu em 1956, quando a região, depois de um plebiscito, voltou a fazer parte da Alemanha.

O apogeu de Adhemar
Com a maior delegação desde que estreou nas Olimpíadas, na Antuérpia-1920, o Brasil teve no evento finlandês seu melhor desempenho até então, graças ao reinado de Adhemar Ferreira da Silva no salto triplo. Com título olímpico do atleta paulista, os brasileiros terminaram os Jogos na 24ª posição, com um ouro e dois bronzes. Além do título, Adhemar quebrou quatro vezes o recorde olímpico e duas vezes o recorde mundial na prova. Favorito ao ouro, Adhemar, então com 25 anos, bateu o recorde pela primeira vez em seu segundo salto, com 16,12m. No quinto, o brasileiro alcançou sua melhor marca, 16,22m, nova marca mundial. Quando encerrou sua participação com um salto de 16,05m, o ouro já estava garantido. Ainda no atletismo, o Brasil conquistou sua segunda medalha: o bronze no salto em altura do carioca José Telles da Conceição. A terceira medalha veio na natação: Tetsuo Okamoto chegou em terceiro lugar nos 1.500m livre, bateu o recorde sul-americano com 18min51s3 e virou o "peixe-voador".
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OLIMPÍADAS DE 1948 EM LONDRES - INGLATERRA

Poster
Último portador da tocha, John Mark entra em Wembley primeira edição olímpica do pós-Guerra
Medalha
1948 – OLIMPÍADAS DE LONDRES

Quando: 29/07/1948 a 14/08/1948
Países Participantes: 59
Atletas: 4104 (masc: 3714; fem: 390)
Participação do Brasil: 34º lugar
Total de modalidades: 19
Total de medalhas distribuídas: 411

Os XIIV jogos olímpicos tiveram 59 países e 4.468 atletas participantes. Na opinião da maioria dos observadores, os efeitos da guerra ainda eram muito acentuados para que uma competição esportiva de caráter mundial se realizasse com êxito. Apesar disso, os ingleses esmeraram-se na organização. O jovem decatleta norte-americano Bob Mathias e a veterana corredora holandesa Fanny Blankerskoen foram duas figuras destacadas. Mas pouco resultados técnicos chegaram a ser registrados.

Após Guerra, Londres inicia a reconstrução do movimento olímpico
As Olimpíadas de Londres, em 1948, foram a resposta do Movimento Olímpico para a Segunda Guerra Mundial, que foi de 1939 a 1945. Após um intervalo de 12 anos, um conflito mundial que deixou um saldo de 20 milhões de mortos e sem o Barão de Coubertin, que morreu em 1937, os Jogos Olímpicos só renasceram graças ao entusiasmo de alguns membros do COI (Comitê Olímpico Internacional). Após a morte Coubertin, em 1937, e do seu sucessor, o belga Henri Baillet-Latour - que faleceu ao ser comunicado da morte em combate de seu filho -, o Movimento Olímpico estava fraco. Tanto que o presidente interino do COI, o sueco Sigfrid Edstroem, convocou o comitê executivo e só compareceram à reunião o norte-americano Avery Brundage e o britânico Lord Aberdale. Com a Guerra, as edições dos Jogos marcadas para Tóquio e Londres foram canceladas. Em 1948, Tóquio ainda não tinha condições de organizar os Jogos e deixou a disputa. Londres herdou o direito de organizar os Jogos após vencer, em fevereiro de 1946, em votação pelo correio, a suíça Lausanne e quatro cidades norte-americanas: Baltimore, Los Angeles, Minneapolis e Filadélfia. O comitê de organização foi presidido por Lord Burghley, campeão olímpico dos 400 m com barreiras em 1924, prata em 1928 e herói de guerra como aviador da Real Força Aérea britânica, a RAF.

Muitos atletas que tinham participado dos Jogos de 1936 morreram na Guerra, entre eles campeões olímpicos como o nadador húngaro Ferenc Csik (100 m livre e 4 x 200 livre) e os alemães Carl Long (salto em distância), Wilhelm Leichum (4 x 100 m), Rudolph Harbig (4 x 400 m) e Hans Woelke (arremesso de peso). Várias nações pediram ao COI a exclusão dos países do Eixo (Alemanha, Itália e Japão), como já havia acontecido com os perdedores da Primeira Guerra Mundial. A Itália foi a única que competiu. A ausência de um governo reconhecido foi a alegação oficial para a Alemanha não ser convidada. Os japoneses, convidados, preferiram não ir. A União Soviética manteve sua política de isolamento, iniciada em 1917, e não participou. Novos países comunistas, como a Tchecoslováquia, resolveram participar.

Primeira medalha após 28 anos
Depois de três Olimpíadas sem conquistar medalha, o Brasil finalmente voltou ao pódio com a seleção masculina de basquete, que ganhou a medalha de bronze. Foi a primeira do Brasil em esportes coletivos. O Brasil disputou 11 modalidades e teve poucos destaques além do basquete. No atletismo, o melhor desempenho foi no salto triplo masculino, iniciando o ciclo de conquistas da prova mais vitoriosa do atletismo nacional. Hélio da Silva terminou em oitavo lugar, com 14,49 m. Adhemar Ferreira da Silva, bicampeão nas Olimpíadas seguintes, não conseguiu passar das eliminatórias. No basquete, o time masculino fez uma campanha surpreendente em Londres-48. Com sete vitórias consecutivas, a equipe perdeu apenas nas semifinais, contra a França. Na disputa pelo bronze, o time treinado por Moacir Daiuto venceu o México por 52 a 47, garantido a medalha que não era conquistada havia 28 anos.
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OLIMPÍADAS DE 1936 EM BERLIM - ALEMANHA

Poster
Na cerimônia de acendimento da pira, a suástica apareceu mais do que o simbolo das Olimpíadas
Poster
1936 – OLIMPÍADAS DE BERLIM

Quando: 01/08/1936 a 16/08/1936
Países Participantes: 49
Atletas: 3963 (masc: 3632; fem: 331)
Participação do Brasil: sem medalhas
Total de modalidades: 21
Total de medalhas distribuídas: 388

Os XI jogos olímpicos tiveram 49 países e 4.069 atletas participantes. Em pleno apogeu do nazismo na Alemanha, eles foram transformados num gigantesco instrumento de propaganda do regime, com o próprio Hitler acompanhando de perto todos os detalhes da organização. Os alemães superaram em tudo os patrocinadores anteriores. Mas não colheram os melhores resultados, como esperavam. Foram os negros norte-americanos os heróis dos jogos, para frustração do Führer, que viu James Cleveland, dito Jesse Owens, ganhar quatro medalhas de ouro , desmentindo a propala superioridade da raça ariana. Os negros venceram quase todas as provas de atletismo.

Antes da Guerra, as Olimpíadas de Hitler
Berlin foi eleita para receber os Jogos Olímpicos de 1936 cinco anos antes, quando o nazismo ainda não tinha chegado ao poder na Alemanha. Com a ascensão do 3º Reich, porém, o Comitê Olímpico Internacional (COI) tentou tirar os Jogos dos alemães, sem sucesso. Os norte-americanos, inclusive, programaram os Jogos Alternativos em Barcelona, cancelados devido à Guerra Civil Espanhola. Os nazistas não pouparam esforços para fazer das Olimpíadas propaganda do regime. Os melhores engenheiros do Reich projetaram o estádio Olímpico, que custou US$ 30 milhões. Todas as grandes indústrias alemãs colaboraram, visando fazer dos Jogos um momento histórico para a glória de Adolf Hitler Um memorando secreto transmitido no dia 18 de julho de 1936 para todas as forças de segurança advertia: "O desenvolver grandioso e sem incidentes dos Jogos Olímpicos de 1936, em Berlim, é da maior importância para a imagem da nova Alemanha aos olhos de nossos convidados estrangeiros". A Olimpíada de Berlim obteve grande êxito popular, com mais de três milhões de espectadores nas arquibancadas. O evento também pôde ser acompanhado por meio de uma novidade: a televisão. Além disso, o regime encomendou a Leni Riefenstahl, a cineasta oficial do Reich, a realização de um documentário oficial, chamado "Deuses do Estádio". Berlin foi também a última Olimpíada antes da Segunda Guerra Mundial. À época, já se ouvia na capital da Alemanha rumores de uma luta que acabaria por devastar a Europa. O conflito eclodiria em 1939, e as duas edições seguintes dos Jogos, programadas para Tóquio-40 e Londres-44, foram canceladas.
No Brasil, briga entre entidades quase tira atletas
Um ano antes de Berlim-36, o Brasil ainda não sabia qual a entidade responsável pela organização da equipe que iria á Alemanha. Até 1935, a CBD (Confederação Brasileira de Desportos) era quem organizava as delegações olímpicas do país. A criação do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) no mesmo ano armou a confusão. As entidades brigaram para ver quem levaria os atletas a Berlim. A disputa só foi decidida na véspera do embarque, em favor do COB, depois que a CBD concordou em fundir as equipes. Após todo esse conflito, o Brasil foi para a Alemanha com 95 atletas (sendo seis mulheres), o maior número até então. Nas competições, os brasileiros mais uma vez ficaram sem medalha. Foi a última vez que o Brasil saiu de uma Olimpíada sem nenhuma conquista. Das 10 modalidades onde os brasileiros foram inscritos, os melhores resultados vieram na natação, no atletismo e no tiro. A nadadora Piedade Coutinho chegou em quinto lugar nos 100m livre. Para azar da brasileira, duas das melhores nadadoras da história participaram dessa decisão: a holandesa Hendrika Mastenbroeck, ouro, e a dinamarquesa Ragnhild Hveger, prata. No atletismo, Sylvio de Magalhães Padilha correu os 400m com barreiras em 54s e ficou com a quinta colocação. Campeão brasileiro de basquete, atletismo e integrante da equipe de pólo aquático em Los Angeles-1932, Padilha seguiu no esporte como dirigente e chegou à presidência do COB na década de 60. O Brasil também participou da estréia do basquete nos Jogos Olímpicos com sua equipe masculina. Ficou na oitava colocação.
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OLIMPÍADAS DE 1932 EM LOS ANGELES - ESTADOS UNIDOS

Poster
Desfile das bandeiras em Los Angeles-1932 distância diminuiu o número de participantes
Medalha
1932 – OLIMPÍADAS DE LOS ANGELES

Quando: 30/07/1932 a 14/08/1932
Países Participantes:37
Atletas:1332 (masc: 1206; fem: 126)
Participação do Brasil:sem medalhas
Total de modalidades:16
Total de medalhas distribuídas: 346

Os X jogos olímpicos tiveram 37 países e 1.408 atletas participantes. O mesmo problema de 1904 - a dificuldade que os europeus tinham para mandar equipes números à América - voltaram a contribuir para que o número de inscrições baixassem. Com tudo isso, o êxito técnico foi indiscutível. Os norte-americanos remodelaram seu belo estádio - o Coliseu de Los Angeles - especialmente para a ocasião. Acusado de profissionalismo, Paavo Nurmi foi impedido de tentar sua 4ª Olimpíada como campeão. E o destaque acabou sendo uma mulher, a norte-americana Babe Didrikson, ganhadora de 2 medalhas de ouro, ambas como recordes mundiais no atletismo.

A resposta esportiva norte-americana à crise de 29
A crise da bolsa de 29 fez o mundo duvidar do poderio econômico dos EUA e a economia norte-americana só começaria a se recuperar em 1933, com o New Deal do presidente Roosevelt. No esporte, porém, a resposta veio já em 1932, com os Jogos Olímpicos de Los Angeles. Apesar do crash da bolsa de valores de Nova York em 1929, não faltou dinheiro para organizar os Jogos. Graças ao patrocínio de US$ 1,5 milhão da prefeitura de Los Angeles e o apoio da iniciativa privada, várias instalações foram construídas ou reformadas. O estádio olímpico, por exemplo, teve a capacidade ampliada de 70 mil para 100 mil lugares. Construiu-se, também, um estádio hípico e o campo de futebol americano da Universidade de Pasadena foi transformado em velódromo para 85 mil espectadores. A Vila Olímpica, inovação dos Jogos de 1924, foi construída em estilo colonial, com 700 casas pré-fabricadas erguidas sobre um campo de golfe com vista para o Pacífico. Em um detalhe hollywoodiano, a segurança da Vila foi feita por vaqueiros a cavalo. A crise, porém, foi sentida. Somada aos elevados custos da viagem para a costa oeste dos EUA, Los Angeles-32 tiveram a menor participação de atletas desde 1908. Apenas 1332 atletas competiram, menos da metade de Paris-24 e Amsterdã-28.

O Brasil, o café e os profissionais
A crise financeira no Brasil também fez a diferença nos Jogos. O Governo Brasileiro financiou a viagem dos atletas para Los Angeles em troca de trabalho. A delegação brasileira embarcou com 50 mil sacas de café em um navio e tinha de vender a semente pelo caminho. Quem não vendesse, não competiria. Dos 69 atletas que foram para os Estados Unidos, 24 acabaram retornando. Além dos atletas que superaram a "eliminatória do navio", outros 13 atletas viajaram por conta própria, completando a equipe. Entre os 58 atletas brasileiros, havia apenas uma mulher. A nadadora Maria Lenk, que se tornou a primeira atleta sul-americana a competir numa Olimpíada. Lenk participou da prova dos 100 m livre, 100 m costas e 200 m peito, na qual foi eliminada nas semifinais. A atleta aprendeu a nadar no rio Tietê e ficou conhecida no país por introduzir por aqui o nado borboleta. Entre os homens, poucos se destacaram. O do corredor Adalberto Cardoso, por exemplo, precisou de um esforço sobre-humano para disputar a prova os 10.000 m. O navio brasileiro aportou em São Francisco e Cardoso precisou ir a pé e de carona até Los Angeles. Depois de um dia, o brasileiro chegou ao local da prova, bastante atrasado. Cardoso juntou-se aos demais atletas quando faltavam dez minutos para a largada. Com toda essa trapalhada, o brasileiro terminou a corrida em último lugar. Sua história acabou rendendo notícias nos jornais norte-americanos. O "The Los Angeles Times" apelidou o brasileiro de "O Homem de Ferro". Nos outros países, dois grandes nomes do atletismo mundial não participaram dos Jogos: o finlandês Paavo Nurmi e o francês Jules Ladomegue. Nurmi foi proibido de participar pela Federação Internacional de Atletismo um dia antes da cerimônia de abertura, acusado de ter exigido o pagamento de um percentual sobre os ingressos vendidos nas corridas em que participava. Ladoumegues, por sua vez, foi suspenso pela Federação Francesa pelo mesmo motivo, mas esteve em Los Angeles como enviado especial do jornal "L'Intransigeant".
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SÃO RAIMUNDO É CAMPEÃO DA SÉRIE D 2009


O São Raimundo fez história. Santarém definitivamente tem seu nome escrito nas páginas do futebol brasileiro. Ao vencer o Macaé (RJ) por 2 a 1 ontem à tarde, no jogo de volta da decisão do Campeonato Brasileiro da Série D, o Pantera levantou a taça merecidamente. De virada, os vice-campeões paraenses provaram que com uma folha salarial modesta, mas com organização, é possível ultrapassar barreiras.

O jogo começou pegando fogo. Primeiro, Labilá deu um tapinha na bola cheio de plasticidade em uma pancada de fora da área de Bruno Luís. Logo na sequência, Déo Curuçá tocou para Rafael Oliveira empurrar para o fundo do gol, mas o árbitro marcou posição irregular do atacante da Pantera. Taticamente bem organizado, o Macaé optava em jogar pelos flancos.

Wanderson cruzou pela esquerda aos 17 minutos e Preto Barcarena cabeceou para fora, quase marcando um gol contra. Acuado, o São Raimundo só não levou o primeiro gol quando Bruno Luís invadiu a área e soltou uma bomba porque Labilá fechou o ângulo.

Depois de um final de primeiro tempo morno, com as duas equipes errando muitos passes, o melhor do jogo parecia ter ficado reservado para o final. Com pouco mais de um minuto do segundo tempo, Michel disparou um chute muito forte da entrada da pequena área e Lugão fez linda defesa.

Quando o São Raimundo dominava a partida, aos 15 minutos, Léo Santos aproveitou o bate-rebate na área para chutar sem chance de defesa para Labilá: 1 a 0 Macaé. O São Raimundo não se deu por vencido e aos 28 minutos, depois de um cruzamento pela esquerda desviado por Rafael Oliveira, Michel tocou para o fundo do gol: 1 a 1.

Os donos da casa ainda precisavam provar que eram merecedores do título. Isso aconteceu quando Michel encontrou Rafael Oliveira livre na área aos 31 minutos. O camisa nove tocou para o fundo do gol, mesmo pressionado pelos zagueiros adversários. A partir daí, a Pantera dominou o jogo e correu para erguer uma inédita volta olímpica.
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NOVA ZELÂNDIA CLASSIFICADA PARA COPA DO MUNDO 2010


Rory Fallon (14), comemora com seus companheiros o gol que deu a classificação para a Nova Zelândia

Depois de 28 anos de espera a Nova Zelândia voltará a disputar uma Copa do Mundo. A classificação da seleção neozelandesa, primeira colocada da Oceania, para o Mundial da África do Sul, no ano que vem, veio neste sábado com a vitória de 1 a 0 sobre o Bahrein, quinto da Ásia, no Westpac Stadium, em Wellington. No primeiro jogo da respecagem das eliminatórias, no Bahrein, houve empate de 0 a 0.

Neste sábado( 14de Novembro de 2009), os neozelandeses abriram o marcador aos 45 minutos de jogo, por intermédio de Rory Fallon. No segundo tempo, a seleção da casa recuou para garantir o resultado, e o Bahrein, que nunca disputou uma Copa, teve a seu favor um pênalti aos cinco minutos como a sua melhor chance. Mas o goleiro Mark Paston acabou defendendo a cobrança de Sayed Mohamed.

A única vez em que a seleção da Oceania disputou uma Copa foi na Espanha, em 1982, quando fez parte do grupo do Brasil comandado por Telê Santana e foi eliminada na primeira fase. Antes de serem derrotados na última partida da primeira fase pela seleção de Zico, Sócrates, Júnior, Falcão e Éder por 4 a 0, os neozelandeses perderam por 5 a 2 para os escoceses e de 3 a 0 para União Soviética.

Fonte: Globoesporte.com
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SUIÇA CAMPEÃ 2009 SUB-17: NIGÉRIA

SUIÇA CAMPEÃ 2009 SUB-17

TABELA
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ITÁLIA É CAMPEÃ DA COPA DOS CAMPEÕES DE VÔLEI 2009

Italianas subiram ao lugar mais alto do pódio na Copa dos Campeões, no Japão
A Itália conquistou neste domingo sua primeira Copa dos Campeões de vôlei feminino, ao derrotar as anfitriãs do Japão por 3 sets a 1, com parciais de 32-30, 25-22, 24-26 e 25-18. Já o Brasil ficou com o vice-campeonato, após derrotar a Tailândia por 3 sets a zero, parciais de 25-22, 25-20 e 25-18. Com a segunda colocação, é a primeira vez que o Brasil não vence um torneio disputado desde que venceu os Jogos Olímpicos de Pequim no ano passado.

A República Dominicana, que bateu a Coreia do Sul por 25-17, 25-18 e 25-22, acabou na terceira posição, à frente de Japão, dos sul-coreanos e da Tailândia.

Resultados da Copa dos Campeões de vôlei feminino

Brasil x Tailândia 3-0 (25-22, 25-20, 25-18)

República Dominicana x Coreia do Sul 3-0 (25-17, 25-18, 25-22)

Itália x Japão 3-1 (32-30, 25-22, 24-26, 25-18)

Classificação final:

1º Itália
2º Brasil
3º República Dominicana
4º Japão
5º Coreia do Sul
6º Tailândia
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VASCO DA GAMA É CAMPEÃO DO BRASILEIRO DA 2ª DIVISÃO 2009

Carlos Alberto, Símbolo da campanha do Vasco 2009
Com a vitória, o Vasco chegou aos 76 pontos e, assim, não pode mais ser alcançado pelo Guarani, que iniciou a 36ª rodada como segundo colocado. O Gigante da Colina sofreu um gol no primeiro tempo, mas após a expulsão de Leandro, do América-RN, alcançou a virada, com gols de Elton e Alex Teixeira, este aos 40 minutos da segunda etapa. O resultado garantiu o fim de um jejum de títulos que durava seis anos, desde a conquista do Campeonato Carioca de 2003.

O Vasco entrou em campo atrasado e pouco antes de a bola rolar, reuniu-se para a última corrente. Mas quando a partida começou, não mostrou-se com a concentração necessária para se isolar do clima de festa que tomava conta do Maracanã. Desde o início, a equipe mostrou-se dispersa e sem capacidade para fazer a transição da defesa para o ataque.

VASCO 2 x 1 AMÉRICA-RN
Fernando Prass, Fagner (Aloísio), Vilson (Philippe Coutinho), Titi e Ramon; Nílton, Souza, Ernani (Fumagalli) e Carlos Alberto; Alex Teixeira e Elton. Rodolpho, Thoni, Leandro, Edson Rocha e Jackson; Julio Terceiro (Ramires), Ricardo Oliveira, Somália e Juninho (Wilton Goiano); Lúcio e André Luiz (Geovane).
Técnico: Dorival Júnior. Técnico: Francisco Diá.
Gols: Lúcio, aos 13 minutos do primeiro tempo; Elton, aos 15, e Alex Teixeira, aos 40 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Alex Teixeira (Vasco); Leandro, Ricardo Oliveira, Julio Terceiro, Edson Rocha (América-RN). Cartão vermelho: Leandro (América-RN). Público: 50.237 pagantes (52.985 presentes). Renda: R$ 746.330,00.
Estádio: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ). Data: 13/11/2009. Árbitro: José Henrique de Carvalho (SP). Auxiliares: Marcelo Carvalho Van Gasse (SP) e Nilson de Souza Monção (SP).

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NIGÉRIA SE CLASSIFICA PARA A COPA 2010 NA ÁFRICA DO SUL

A Nigéria tornou-se o quarto país africano classificado para a Copa do Mundo. Com direito a emoção total para ter a vaga. Os nigerianos venceram Quênia por 3 a 2 neste sábado, fora de casa, e contaram com a derrota da Tunísia por 1 a 0 para Moçambique para ficarem com a liderança do Grupo B.

Apenas uma seleção de cada chave vai para 2010. Anfitriã do Mundial, a África do Sul já estava garantida. Depois, Gana (Grupo D) e Costa do Marfim (Grupo E) asseguraram a vaga. Com os resultados deste sábado, a Nigéria ficou em primeiro do Grupo B com 12 pontos, contra 11 da Tunísia.
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CAMARÕES ESTÁ NA COPA DO MUNDO 2010 NA ÁFRICA DO SUL


Eto'o estará na Copa do Mundo de 2010

Camarões é a quinta seleção africana classificada para o Mundial. Anfitriã do Mundial, a África do Sul já estava garantida. Depois, Gana (Grupo D), Costa do Marfim (Grupo E) e Nigéria (Grupo B) asseguraram um lugar. O continente terá seis representantes em 2010. Egito e Argélia decidirão o último classificado em um jogo extra na próxima quarta-feira, no Sudão.

Nas últimas eliminatórias, Camarões foi eliminado de forma traumática e ficou fora da Copa. Em casa, a equipe de Eto’o precisava da vitória contra o Egito para ir à Alemanha, mas ficou no 1 a 1. Para desespero da torcida e jogadores, Wome desperdiçou uma cobrança de pênalti nos acréscimos. Esta será o sexto Mundial de Camarões, que já jogou o torneio da Fifa em 1982, 1990, 1994, 1998 e 2002.

Até agora, 26 países já estão no Mundial: Brasil, Argentina, Paraguai, Chile, México, Estados Unidos, Honduras, Holanda, Espanha, Inglaterra, Alemanha, Dinamarca, Sérvia, Itália, Eslováquia, Suíça, Coreia do Sul, Coreia do Norte, Japão, Austrália, Gana, Costa do Marfim, Nigéria, Camarões, Nova Zelândia e a anfitriã África do Sul.


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NOVA ZELÂNDIA CLASSIFICADA PARA COPA DO MUNDO 2010 NA ÁFRICA DO SUL


Rory Fallon (14), comemora com seus companheiros o gol que deu a classificação para a Nova Zelândia

Depois de 28 anos de espera a Nova Zelândia voltará a disputar uma Copa do Mundo. A classificação da seleção neozelandesa, primeira colocada da Oceania, para o Mundial da África do Sul, no ano que vem, veio neste sábado com a vitória de 1 a 0 sobre o Bahrein, quinto da Ásia, no Westpac Stadium, em Wellington. No primeiro jogo da respecagem das eliminatórias, no Bahrein, houve empate de 0 a 0.

Neste sábado( 14de Novembro de 2009), os neozelandeses abriram o marcador aos 45 minutos de jogo, por intermédio de Rory Fallon. No segundo tempo, a seleção da casa recuou para garantir o resultado, e o Bahrein, que nunca disputou uma Copa, teve a seu favor um pênalti aos cinco minutos como a sua melhor chance. Mas o goleiro Mark Paston acabou defendendo a cobrança de Sayed Mohamed.

A única vez em que a seleção da Oceania disputou uma Copa foi na Espanha, em 1982, quando fez parte do grupo do Brasil comandado por Telê Santana e foi eliminada na primeira fase. Antes de serem derrotados na última partida da primeira fase pela seleção de Zico, Sócrates, Júnior, Falcão e Éder por 4 a 0, os neozelandeses perderam por 5 a 2 para os escoceses e de 3 a 0 para União Soviética.

Fonte: Globoesporte.com
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OLIMPÍADAS DE 1928 EM AMSTERDÃ - HOLANDA

Poster
Largada da prova dos 100 metros do atletismo no estádio; o destaque da final foi Percy Williams
Medalha
1928 – OLIMPÍADAS DE AMSTERDÃ

Quando:17/05/1928 a 12/08/1928
Países participantes: 46
Total de atletas: 2883 (masc: 2606 fem: 277)
Participação do Brasil: não participou
Total de modalidades:16
Total de medalhas distribuídas:327

Os IX jogos olímpicos tiveram 46 países e 3.015 atletas participantes. Nunca até então, as mulheres tinham representado papel tão importante nas competições. Nas provas de atletismo atraíram tanto a atenção do público como os famosos campeões masculinos. Mas os holandeses organizaram os jogos com dificuldades, dispondo de poucos recursos financeiros. Destaques das competições: os corredores finlandeses ( Nurmi ainda entre eles), mais uma vez Weissmuller e as corredoras canadenses.

- Mikio Oda, vencedor no salto triplo, foi o primeiro oriental a ganhar uma medalha de ouro em olimpíada;
- Amsterdã instituiu a chegada da tocha olímpica e o acender de uma pisa como parte da cerimônia de abertura.


Amsterdã vira palco olímpico
Após ser preterida duas vezes pelo COI (Comitê Olímpico Internacional) como sede das Olimpíadas, a cidade de Amsterdã, na Holanda, organizou os Jogos Olímpicos de 1928 mesmo com o veto da rainha holandesa, Guillermina, que considerava o evento esportivo uma manifestação pagã. Um estádio olímpico foi construído especialmente para as Olimpíadas. Com capacidade para 40 mil espectadores, a construção tinha uma pista atlética com um piso de cinzas de 400 metros, rodeada de um velódromo de 500 metros. Pela primeira vez na história, uma edição das Olimpíadas foi realizada sem a presença do Barão de Coubertin. Criador dos Jogos Olímpicos Modernos e então presidente do COI, o Barão afastou-se do cargo em 1925, acreditando que sua missão estava cumprida. Coubertin também estava desiludido com a crescente profissionalização do esporte, que desvirtuava o ideal olímpico pregado pelo francês, e se refugiou na Suíça. No aspecto esportivo, os Jogos registraram o retorno dos países que não vinham sendo convidados desde 1920 por causa da Primeira Guerra Mundial (Alemanha, Áustria, Hungria, Turquia e Bulgária). Apesar de 16 esportes inscritos, o Brasil não teve um atleta sequer participando do evento, que contou com 2.883 atletas inscritos (2606 homens e 277 mulheres).

Jogos das novidades
Com a Europa em fase de recuperação do período pós-Guerra, a Holanda teve a chance de fazer um dos Jogos Olímpicos com mais novidades. A começar pela cerimônia de abertura, que ocorreu no novo estádio. Pela primeira vez na história, pombas brancas foram soltas pelo ar para representar a paz no mundo. Junto delas foi acesa, como ainda manda a tradição, a pira olímpica. A chama foi transportada da cidade de Olímpia (Grécia) diretamente para o estádio. O revezamento da tocha, porém, só seria introduzido nos Jogos de 1936 (em Berlim). Outra novidade foi a participação das mulheres - a quem o Barão de Coubertin sempre fizera oposição - que cresceu sensivelmente, chegando a 290 participantes. Pela primeira vez assim, o atletismo e a ginástica contaram com provas femininas. Uma das maiores patrocinadoras do evento até hoje, a Coca-Cola apareceu pela primeira vez nos Jogos. Milhares de caixas do refrigerante foram transportadas no porão do navio que levava a delegação norte-americana. Uma gentileza da fábrica - futura patrocinadora dos Jogos - em favor do movimento olímpico. Uma tradição, entretanto, foi mantida. Nos Jogos de Amsterdã, o COI manteve o hábito de autorizar os comitês nacionais a colocar esportes de exibição. Depois da pelota basca nos Jogos de Paris, estiveram presentes em Amsterdã o tiro ao arco, o jogo de palma, o korfball (uma variante do handebol) e o lacrosse.
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