História de Todas as Copas do Mundo de Futebol

História de Todas as Copas do Mundo de Futebol

História de Todas as Copas do Mundo de FutebolA Copa do Mundo, ou Campeonato Mundial de Futebol, é um torneio de futebol masculino realizado a cada quatro anos pela FIFA. Começou em 1930, com a vitória da seleção do Uruguai. No primeiro mundial, não havia torneio eliminatório, e os países foram convidados para o torneio. Nos anos de 1942 e 1946, a Copa não ocorreu devido à Segunda Guerra Mundial. O Brasil possui a seleção com mais títulos mundiais, o único país pentacampeão e o único a ter vencido o torneio fora do seu continente. É também o único país a ter participado de todos os Campeonatos, fato de pouca relevância pois as eliminatórias sulamericanas são muito fáceis e a Seleção Brasileira de futebol nunca boicotou uma copa. Segue-se a seleção tetracampeã da Itália, a única tetracampeã, a única tricampeã Alemanha, as bicampeãs Argentina e Uruguai e, por fim, as seleções da Inglaterra e da França, com um único título.

A Copa do Mundo é o segundo maior evento desportivo do mundo, ficando atrás apenas dos Jogos Olímpicos. É realizada a cada quatro anos, tendo sido sediada pela última vez em 2006 na Alemanha, com a Itália como campeã, ficando a França em segundo lugar, o país organizador a Alemanha em terceiro e Portugal em quarto. Em 2010, será na África do Sul e em 2014, o Brasil será o país sede, conforme anúncio da FIFA no dia 30 de outubro de 2007. As últimas três Copas do Mundo tiveram 32 participantes, o que provavelmente será mantido para as próximas Copas.

As primeiras competições internacionais

O primeiro amistoso internacional de futebol foi jogado em 1872, entre a Inglaterra e Escócia, num momento em que o esporte era raramente praticado fora da Grã-Bretanha. No final do século XIX o futebol começou a ganhar mais adeptos, e por isso se tornou um esporte de demonstração (sem disputa de medalhas) nos Jogos Olímpicos de Verão de 1900, 1904 e 1906, até se tornar uma competição oficial nos Jogos Olímpicos de Verão de 1908. Organizada pela Football Association, era um evento para jogadores amadores, e na época não foi considerado uma real competição, mas sim um mero espetáculo. A seleção amadora da Inglaterra foi a campeã nas duas edições, 1908 e 1912.

Em 1914 a FIFA reconheceu o torneio olímpico como uma "competição global de futebol amador", tomando para si a responsabilidade em organizá-lo. Com isso na edição de 1924 houve a primeira disputa de futebol intercontinental. O Uruguai foi o campeão nas duas edições, 1924 e 1928. Em 28 de Maio de 1928 a FIFA tomou a decisão de fazer a competição em separado, não sendo mais um esporte dos Jogos Olímpicos de Verão. Para celebrar o centenário da independência do Uruguai em 1930 foi-se decidido que a sede da competição seria no país sul-americano, no mesmo ano.

A primeira Copa do Mundo oficial

Só treze seleções participaram da primeira Copa, sete da América Latina (Uruguai, Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai e Peru), quatro da Europa (Bélgica, França, Iugoslávia e Romênia) e duas da América do Norte (México e EUA) Muitas seleções europeias desistiram da competição devido à longa e cansativa viagem pelo Oceano Atlântico.

As duas primeiras partidas da Copa ocorreram simultaneamente, sendo vencidas pela França e EUA, que venceram a México por 4 a 1 e a Bélgica por 3 a 0, respectivamente. O primeiro gol em Copas do Mundo foi marcado pelo jogador francês Lucien Laurent. A final foi entre o Uruguai e a Argentina, tendo os uruguaios vencido o jogo por 4 a 2, no Estádio Centenário, em Montevidéu, com um público estimado de 93 mil espectadores. O artilheiro deste torneio foi o argentino Guillermo Stábile.

Crescimento

Os problemas que atrapalhavam as primeiras edições do torneio eram as dificuldades da época para uma viagem intercontinental. Nas Copas de 1934 e 1938, realizadas na Europa, houve uma pequena participação dos países sul-americanos. Só a seleção brasileira esteve presente nessas duas edições.(Algumas seleções sulamericanas boicotaram o copa de 1938 que, de acordo com o rodízio, deveria ser na América). Já as edições de 1942 e 1946 foram canceladas devido à Segunda Guerra Mundial.

A Copa do Mundo de 1950 foi a primeira a ter participantes britânicos. Eles tinham se retirado da FIFA em 1920, por se recusarem a jogar com países que tinham guerreado recentemente e por um protesto da influência estrangeira no [futebol, já que o esporte era uma "invenção" britânica e esses países consideravam que o mesmo tinha sido deturpado pelo modo de jogar estrangeiro. Contudo, eles voltariam a ser membros da FIFA em 1946. O torneio também teve a volta da participação do Uruguai, que tinha boicotado as duas edições anteriores.

Nas Copas de 1934 até 1978 havia 16 seleções classificadas para a fase final (exceto nos raros casos onde houve desistência). A maioria era da América Latina e Europa, com uma pequena minoria da África, Ásia e Oceania. Essas seleções normalmente não passavam da primeira fase, sendo facilmente derrotadas (com exceção da Coreia do Norte, que chegou às quartas-de-final em 1966).

A fase final foi expandida para 24 seleções em 1982, e 32 em 1998, permitindo que mais seleções da África, Ásia e América do Norte pudessem participar. Nos últimos anos esses novos participantes têm conseguido se destacar mais, como Camarões chegando as quartas-de-final em 1990 e Coreia do Sul, Senegal e EUA passando às quartas-de-final em 2002, ainda com a Coreia do Sul chegando ao quarto lugar.

Troféu

De 1930 a 1970 a Taça Jules Rimet era dada aos campeões de cada edição. Inicialmente conhecida como Taça do Mundo ou Coupe du Monde (em francês), foi renomeada em 1946 em homenagem ao presidente da FIFA responsável pela primeira edição do torneio, em 1930. Em 1970, com a terceira vitória da seleção brasileira a mesma ganhou o direito ter a posse permanente da taça. Contudo, ela foi roubada da sede da CBF em dezembro de 1983, e nunca foi encontrada. Acredita-se que os ladrões a tenham derretido.

Depois de 1970 uma nova taça, chamada Troféu da Copa do Mundo FIFA ou FIFA World Cup Trophy (em Inglês), foi criada. Diferentemente da Taça Jules Rimet, ela não irá para qualquer seleção, independente do número de títulos. Argentina, Alemanha, Brasil e Itália são os maiores ganhadores dessa nova taça, com dois títulos cada um. Ela só será trocada quando a placa em seu pé estiver totalmente preenchida com os nomes dos campeões de cada edição, o que só ocorrerá em 2038.

Formato

Desde a segunda edição do torneio, em 1934, eliminatórias têm sido feitas para diminuir o tamanho da fase final. Elas são disputadas nas seis zonas continentais da FIFA (África, Ásia, América do Norte e América Central e Caribe, Europa, Oceania e América do Sul) organizadas por suas respectivas confederações. Antes de cada edição do torneio a FIFA decide quantas vagas cada zona continental terá direito, levando em conta fatores como número de seleções e força de cada confederação. O lobby dessas confederações por mais vagas também costuma ser bastante comum.

As eliminatórias podem começar três anos antes da fase final, e duram um pouco mais que dois anos. O formato de cada eliminatória difere de acordo com cada confederação. Normalmente uma ou duas vagas são reservadas para os ganhadores dos play-offs internacionais. Por exemplo, o campeão da eliminatória da Oceania e o quinto colocado da América do Sul disputaram um play-off para decidir quem ficaria com a vaga da fase final Copa do Mundo de 2006.[6] Da Copa de 1938 para cá os campeões de cada edição eram automaticamente classificados para a próxima Copa, sem precisar passar pelas suas eliminatórias. Contudo, a partir da edição de 2006 o campeão é obrigado a se classificar normalmente como qualquer outra seleção. O Brasil, vencedor em 2002, foi o primeiro campeão a ter que disputar uma eliminatória para a Copa seguinte.[7]. Hoje apenas o país sede está automaticamente classificado.

Fase final

A fase final do torneio tem 32 seleções competindo por um mês no país anfitrião. A fase final é dividida em duas fases: a fase de grupos e a fase do mata-mata, ou eliminatória.

Na primeira fase (grupos) as seleções são colocadas em oito grupos de quatro participantes. Oito seleções são a cabeça-de-chave de cada grupo (as seleções consideradas mais fortes) e as outras são sorteadas. Desde 1998 o sorteio é feito com que nunca duas seleções europeias e mais que uma seleção da mesma confederação fiquem no mesmo grupo. Na fase de grupos cada seleção joga uma partida contra as seleções de seu grupo, e as duas que mais pontuarem se classificam para a fase do mata-mata. Desde 1994 a vitória numa partida vale três pontos, o empate um e a derrota nenhum. Antes, cada vitória valia dois pontos.

A fase de mata-mata é uma fase de eliminação rápida. Cada seleção joga apenas uma partida em cada estágio da fase (oitavas-de-final, quartas-de-final, semi-final e final) e a vencedor passa para o próxima estágio. Em caso de empate no tempo normal a partida é levada para a prorrogação e se o empate persistir há a disputa de pênaltis. As duas seleções eliminadas da semi-final fazem um jogo antes da final para decidirem o terceiro e quarto lugar.

Escolha das sedes

Nas primeiras edições as sedes eram escolhidas em encontros nos congressos da FIFA. As escolhas eram sempre polêmicas devido a longa viagem da América do Sul à Europa (e vice-versa), as duas grande potências futebolísticas da época (e ainda hoje). A decisão da primeira Copa ser no Uruguai, por exemplo, levou à participação de apenas quatro seleções da Europa. As duas Copas seguintes foram na Europa. A decisão de sediar a Copa do Mundo de 1938 na França foi outra grande polêmica, já que os países americanos desejavam um sistema rotativo de sedes. Ou seja, uma edição na Europa e a seguinte na América do Sul. Como a Copa de 1934 tinha sido na Itália, a sede da edição de 38 teria que ser teoricamente na América do Sul, o que de fato não ocorreu. Isso fez com que tanto o Uruguai e a Argentina boicotassem o torneio.

Após a Segunda Guerra Mundial para evitar qualquer tipo de boicote ou controvérsia a FIFA adotou o padrão de rotacionar as sedes entre a América e a Europa, que foi usado até a Copa do Mundo de 1998. A edição de 2002, que teve como sede tanto Japão quanto Coreia do Sul foi a primeira sediada fora desses dois continentes. Já a edição de 2010 será a primeira na África, mais precisamente na África do Sul.

Em 30 de Novembro de 2007 foi decidido que a Copa do Mundo de 2014 será no Brasil. As cidades sedes dos jogos serão definidas em dezembro de 2008. Atualmente, 18 cidades estão na disputa e entre 10 e 12 serão escolhidas. O sistema de escolha da sede evoluiu ao longo dos tempos, sendo hoje escolhido pela comitê executivo da FIFA, seis anos antes da Copa.

Cobertura dos meios de comunicação

A primeira Copa do Mundo a ser televisionada foi a edição de 54. Hoje o evento é a competição esportiva mais assistida em todo o mundo, ultrapassando os Jogos Olímpicos. A audiência total da Copa do Mundo de 2002 foi estimada em 2.800 bilhões de telespectadores, sendo que 1.100 bilhões assistiram à partida final. O sorteio, que decidiu a distribuição das seleções nos grupos foi acompanhada por mais de 300 milhões de pessoas. Cada Copa do Mundo têm como símbolo uma mascote. Willie foi o primeiro, em 1966. As mascotes da Copa do Mundo de 2006 foram Goleo, um leão, e Pille, uma bola de futebol.

Cobertura no Brasil

No Brasil, a única emissora de TV aberta que detém os direitos de transmissão é a Rede Globo. Desde 2002, a emissora carioca exibe o evento de forma exclusiva. Na TV por assinatura, os canais como Sportv, ESPN Brasil, e BandSports exibem a Copa. A primeira Copa a ser transmitida pela TV foi a de 1954, porém as imagens eram em preto e branco. Também no Brasil, outras emissoras da TV aberta exibiram o evento como a Rede Bandeirantes(1970 - 1998), Rede Record(1982 - 1998), o SBT (1986 - 1998), a Rede Manchete (1986 - 1998) e a TV Cultura (1974 - 1982).

Curiosidades
  • Maior vitória: Hungria 9-0 Coreia do Sul, 1954; Iugoslávia 9-0 Zaire, 1974; Hungria 10-1 El Salvador, 1982.
  • Jogador com maior número de gols numa partida: Oleg Salenko, com cinco gols no jogo Rússia - Camarões na Copa do Mundo de 1994.
  • Gol mais rápido: Hakan Şükür, onze segundos, Turquia - Coreia do Sul, 2002.
  • Maior número de Copas: Antonio Carbajal (México, 1950-1966) e Lothar Matthäus (Alemanha Ocidental e Alemanha, 1982-1998), cinco.
  • Maior número de jogos: Lothar Matthäus (Alemanha Ocidental e Alemanha, 1982-1998), 25.
  • Maior número de gols em Copas do Mundo: Ronaldo (Brasil, 1994-2006), 15.
  • Maior número de gols numa única edição: Just Fontaine, 13, 1958.
  • Jogador mais velho a marcar: Roger Milla, 42 anos e 39 dias, Camarões - Rússia, 1994.
  • Gol contra mais rápido: Fabrizio Graklhia, 3 minutos e 27 segundos, Polonia - Romenia Copa do mundo de 1978
  • Jogador mais jovem a marcar: Pelé, 17 anos e 239 dias, Brasil - País de Gales, 1958.
  • Maior sequência de vitórias: Brasil, onze (sete em 2002 e quatro em 2006).
  • Maior sequência de vitórias de um treinador: Luiz Felipe Scolari, onze no total (sete em 2002 pelo Brasil e quatro em 2006 por Portugal).
  • Goleiro que permaneceu mais tempo sem sofrer gols: Zenga da Itália com 517 minutos (1990)
  • Jogador com mais minutos em campo: Matthaus, meia da Alemanha com 2093 minutos (1982/86/90/94 e 98)
  • Jogadores presentes em mais Copas do mundo: Carbajal, goleiro do México (1950/54/58/62 e 66) e Matthaus, meia da Alemanha (1982/86/90/94 e 98)
  • País campeão mais vezes: Brasil (1958/62/70/94 e 2002)
  • Jogadores que marcaram mais gols em uma única partida: Schiaffino, atacante do Uruguai (Uruguai 8 x 0 Bolívia em 1950 com 5 gols) e Salenko, atacante da Rússia (Rússia 6 x 1 Camarões em 1994, com 5 gols)
  • Único jogador a marcar gols em todas as partidas de uma Copa, da estreia ao jogo final: Jairzinho, atacante do Brasil (1970, 6 gols em 6 jogos)
História de Todas as Copas do Mundo de Futebol
Desde sua fundação, em 1904, a Fifa idealiza a realização de um torneio mundial de seleções. Vários congressos são realizados nesse período, mas não se chega a nenhuma definição. Apenas na década de 1920 os entendimentos avançam, e em 1927 acerta-se a realização da Copa do Mundo em 1930. Seis países se oferecem para sediar o encontro: Espanha, Holanda, Hungria, Itália, Suécia e Uruguai. A escolha é feita no ano seguinte, durante a disputa das Olimpíadas de Amsterdã. Então campeão olímpico, o Uruguai é escolhido para receber o primeiro torneio mundial de futebol. Dias depois, conquistaria o bicampeonato olímpico.

Copa de 1930 – Treze seleções atendem ao convite da Fifa e da Associação Uruguaia de Futebol e participam da primeira Copa do Mundo. Apenas quatro seleções são europeias: França, Iugoslávia, Romênia e Bélgica – as demais alegam impossibilidade de viajar de navio por cerca de um mês para disputar o torneio. Os 18 jogos, de 13 a 30 de julho, são disputados na capital Montevidéu. Os donos da casa conquistam o primeiro título mundial da história ao vencer a Argentina por 4 a 2, de virada. O argentino Stabile, autor de um dos gols na final, é o artilheiro da competição, com oito gols. O Brasil, por causa de brigas entre os dirigentes, deixa de contar com 14 jogadores que atuam no futebol paulista, e acaba eliminado na primeira fase, terminando na sexta colocação.

Copa de 1934 – A segunda Copa do Mundo é realizada na Itália, governada por Benito Mussolini, de 27 de maio a 10 de julho. Pela primeira vez são disputadas Eliminatórias para definir os 16 participantes. O Uruguai não participa, em represália à ausência maciça dos europeus quatro anos antes. A Copa é disputada em eliminatória simples. Os italianos são campeões numa difícil decisão contra a Tchecoslováquia. Os 55 mil torcedores que lotavam o Estádio Nacional do Partido Fascista, em Roma – entre eles Mussolini –, só comemoram o título após 120 minutos de jogo, com a vitória por 2 a 1, de virada. O checo Nejedly termina como artilheiro, com cinco gols. O Brasil mais uma vez é prejudicado pelas brigas internas. Sem vários jogadores que se haviam profissionalizado no ano anterior, a seleção, oficialmente ainda "amadora", perde para a Espanha por 3 a 1, logo na estreia, e é eliminada, amargando o 14º lugar.

Copa de 1938 – A França organiza a primeira Copa em que o país-sede e o atual campeão se classificam automaticamente. O número de participantes cai para 15 após a anexação da Áustria pela Alemanha, em março de 1938. A Inglaterra rejeita o convite para ocupar o lugar dos austríacos e a Suécia, que seria adversária da Áustria, garante vaga automaticamente nas quartas-de-final. A Copa é realizada de 4 a 19 de junho. A favorita Itália conquista o bicampeonato com uma vitória por 4 a 2 sobre a Hungria. Na véspera da final, os jogadores recebem de Mussolini um telegrama com a frase "Vencer ou morrer". O Brasil pela primeira vez manda seu melhor time a um Mundial, e chega às semifinais, onde é superado pela Itália por 2 a 1, graças a um pênalti controvertido de Domingos da Guia em Piola (o brasileiro revidara uma agressão). A vitória de 4 a 2 sobre a Suécia dá ao Brasil o terceiro lugar. O brasileiro Leônidas da Silva é o artilheiro, com oito gols.

Copa de 1950 – O Brasil sedia a primeira Copa após a II Guerra Mundial, e constrói para a festa o Maracanã, maior estádio do mundo. Após a definição dos 16 classificados nas Eliminatórias, três países desistem e o torneio é disputado por apenas 13 seleções, de 24 de junho a 16 de julho. A atração é a Inglaterra, inventora do futebol, que pela primeira vez aceita medir forças com outras seleções. Para o quadrangular final, classificam-se Brasil, Uruguai, Suécia e Espanha. O Brasil estreia com goleada de 7 a 1 sobre a Suécia, enquanto os uruguaios empatam com a Espanha por 2 a 2. Na segunda rodada, os espanhóis também são goleados pelo Brasil, 6 a 1, enquanto o Uruguai derrota a Suécia por 3 a 2. Na final, contra os uruguaios, o Brasil tem a vantagem do empate, sai na frente, mas os uruguaios viram o jogo. A vitória por 2 a 1 dá o bicampeonato ao Uruguai. O fiasco do time brasileiro, apontado como favorito por toda a torcida, fica conhecido como "Maracanazzo". Resta o consolo de ter o artilheiro, Ademir de Menezes, com nove gols.

Copa de 1954 – A Copa é realizada na Suíça, de 16 de junho a 4 de julho. Quem brilha é a seleção da Hungria, que dois anos antes havia sido campeã olímpica. Mas o título acaba com a Alemanha Ocidental, que na fase de classificação, com um time reserva, é goleada por 8 a 3 pelos húngaros. Na decisão, a Hungria sai na frente, com dois gols em oito minutos. A Alemanha, mais forte fisicamente, reage e consegue a virada, fechando a decisão em 3 a 2. O húngaro Kocsis termina como artilheiro, com 11 gols. O Brasil faz campanha apenas regular, na primeira Copa em que disputa Eliminatórias e que joga com a camisa amarela – a branca usada antes fora aposentada após o "Maracanazzo" de 1950. O time estreia, goleia o México por 5 a 0 e empata por 1 a 1 com a Iugoslávia. Na fase eliminatória, não resiste ao belo futebol dos húngaros – perde por 4 a 2 e acaba em sexto lugar.

Copa de 1958 – Pela primeira vez, os habitantes do país-sede, a Suécia, podem assistir aos jogos ao vivo pela TV. A Copa é disputada de 8 a 29 de junho. O Brasil é campeão pela primeira vez, sob o comando de Pelé e Garrincha, gênios que haviam começado a competição no banco de reservas. O jogo mais difícil da seleção é contra o retrancado time de País de Gales, nas quartas-de-final: 1 a 0, com gol de Pelé no segundo tempo. Nas semifinais, a forte seleção da França, famosa por seu poder ofensivo, é goleada por 5 a 2, naquela que é considerada a final antecipada. Na decisão de fato, com camisas azuis, o Brasil goleia a Suécia, também por 5 a 2. O francês Fontaine termina a competição com 13 gols, tornando-se até hoje o maior artilheiro em uma edição de Copa do Mundo.

Copa de 1962 – O Chile, país-sede, é atingido dois anos antes por um forte terremoto, de 8,3 graus na escala Richter. A Fifa estuda a mudança de sede, mas recua graças à mobilização do povo chileno. A Copa é disputada de 31 de maio a 19 de junho. Pela última vez, a Fifa permite que um jogador que já tenha atuado por uma seleção possa defender outro país. A Itália escala o brasileiro Mazzola, campeão do mundo quatro anos antes, e a Espanha convoca Puskas, ídolo da Hungria que encantara o planeta em 1954. O Brasil confirma o favoritismo e conquista o bicampeonato, mesmo sem Pelé, que se contunde no empate em 0 a 0 com a Tchecoslováquia, na segunda partida. Na fase decisiva, Garrincha brilha por si próprio e pelo ausente Pelé. Marca quatro gols nos jogos contra Inglaterra e Chile e, mesmo gripado na decisão, contra a Tchecoslováquia, ajuda a prender a marcação adversária. O Brasil é bicampeão ao vencer por 3 a 1. O iugoslavo Jerkovic termina como artilheiro da Copa, com cinco gols.

Copa de 1966 – A Inglaterra joga em casa e se torna campeã mundial pela primeira vez, na Copa disputada de 11 a 30 de julho. A conquista é cercada de polêmica, desde as quartas-de-final, quando o time vence a Argentina por 1 a 0 – o capitão argentino, Rattín, é expulso e sai de campo fazendo com as mãos o sinal de roubo, em frente ao camarote da Rainha Elizabeth II. Na decisão, os ingleses vencem a Alemanha Ocidental por 4 a 2, na prorrogação – no terceiro gol inglês, marcado por Hurst, a bola bate no travessão e cai fora da meta, mas o juiz valida o gol. O moçambicano Eusébio, que defendia a seleção de Portugal, é o artilheiro da Copa, com nove gols. O Brasil dá vexame e cai na primeira fase. A vitória por 2 a 0 sobre a Bulgária, na estreia, marca a última partida de Pelé e Garrincha juntos pela seleção.

Copa de 1970 – A Copa é realizada no México, de 31 de maio a 16 de junho, com a estreia dos cartões amarelo e vermelho e das substituições de jogadores, até então proibidas em partidas oficiais. Pela primeira vez, o Brasil acompanha os jogos ao vivo, via satélite – ainda, porém, em preto-e-branco. O Brasil se recupera do fiasco de quatro anos antes e conquista o tricampeonato com a melhor campanha vista até então: seis jogos, seis vitórias. Nas semifinais, vinte anos depois do "Maracanazzo", o Brasil se vinga do Uruguai, vencendo por 3 a 1, de virada. Na decisão contra a Itália, o Brasil goleia por 4 a 1 e assegura a posse definitiva da Taça Jules Rimet, por ser a primeira seleção a conquistar três vezes a Copa do Mundo. O alemão Müller é o artilheiro, com dez gols.

Copa de 1974 – Na Alemanha Ocidental, entra em disputa a Copa Fifa, em substituição à Jules Rimet conquistada pelo Brasil. Pela primeira vez, o país-sede oferece o direito de abrir a Copa do Mundo para o atual campeão. A Copa é disputada de 13 de junho a 7 de julho. Em campo, a Holanda mostra o melhor futebol, mas o título fica com a Alemanha Ocidental. Assim como vinte anos antes, os alemães ocidentais conquistam o título com uma derrota, 1 a 0 diante da Alemanha Oriental, na primeira fase. Na decisão, contra os holandeses, o time da casa mostra paciência: sai atrás no marcador, após sofrer um gol de pênalti logo no primeiro minuto, e consegue a virada ainda no primeiro tempo. O Brasil, sem Pelé, decepciona. Sofre para se classificar para a segunda fase e para na força da Holanda. Derrotado por 1 a 0 pela Polônia, fica em quarto lugar. O polonês Lato é o artilheiro da Copa, com sete gols.

Copa de 1978 – A Argentina sedia a Copa do Mundo, de 1o a 25 de junho, e conquista o título sob a sombra das pressões do regime militar que governava o país na época. Consegue a vaga para a final ao golear o Peru por 6 a 0 – era necessário golear os peruanos por pelo menos quatro gols de diferença. Como goleiro, o Peru escala Quiroga, argentino de nascimento. Surge a suspeita de suborno, jamais confirmada. Horas antes, o Brasil vencera a Polônia por 3 a 1. Na decisão, contra uma Holanda que não repetia o brilho da Copa anterior, a Argentina vence por 3 a 1, na prorrogação, e leva o título. O atacante Kempes marca duas vezes na decisão e se torna o artilheiro da Copa, com seis gols. O Brasil termina em terceiro lugar, invicto, o que leva o técnico Cláudio Coutinho a proclamar a seleção "campeã moral".

Copa de 1982 – Na Copa da Espanha, a Fifa aumenta o número de participantes para 24 seleções, atendendo a pedidos dos continentes de menos tradição. Com isso, o número de jogos aumenta de 38 para 52, e a duração da Copa chega a quase um mês – de 13 de junho a 11 de julho. A Itália conquista o tricampeonato, depois de um início irregular: na primeira fase, obtém três empates e elimina Camarões por ter marcado um gol a mais. Seu futebol começa a aparecer na segunda fase, quando vence a Argentina por 2 a 1 e elimina o Brasil, até então a seleção mais brilhante da Copa, com uma vitória por 3 a 2. Garante o título ao bater por 3 a 1 a Alemanha Ocidental, que, nas semifinais, derrotara a França na primeira disputa por pênaltis da história das Copas. O atacante Paolo Rossi, autor dos três gols na vitória contra o Brasil, é o artilheiro do Mundial, com seis gols. A seleção brasileira mostra o futebol mais vistoso, mas acaba apenas na quinta posição.

Copa de 1986 – A Colômbia, que fora escolhida sede na década de 1970, abdica da organização em 1982. O México é escolhido como sede – pela primeira vez um país recebe a Copa pela segunda vez. A Argentina conquista o bicampeonato com campanha quase perfeita. A partir das quartas-de-final, brilha a estrela de Maradona, que marca duas vezes na vitória de 2 a 1 contra a Inglaterra – uma com a mão, no gol que ele diria, anos depois, ter marcado com "a mão de Deus", e outro após driblar meio time adversário desde seu próprio campo. Na decisão, a Argentina derrota a Alemanha Ocidental por 3 a 2. O Brasil começa bem a competição, vencendo seus quatro primeiros jogos, mas não passa pela França, nas quartas-de-final. O jogo termina empatado em 1 a 1 após 120 minutos. Nos pênaltis, os franceses vencem por 4 a 3 e ficam com a vaga nas semifinais, deixando o Brasil novamente na quinta colocação.

Copa de 1990 – Após 56 anos, a Itália volta a sediar a Copa do Mundo, e se apresenta como favorita, mas o título acaba com a Alemanha Ocidental, que conquista o tricampeonato na última Copa antes da reunificação. Os alemães mostram um futebol eficiente, mas sem muito brilho. É um símbolo da Copa, que tem a menor média de gols de todas as Copas – 2,21 tentos por partida. Na decisão, os alemães vencem a Argentina por 1 a 0, gol de pênalti marcado por Brehme – pela primeira vez, uma final de Copa não tem as duas seleções marcando gols. A Itália fica apenas com o terceiro lugar, após ser eliminada pela Argentina nas semifinais, na disputa de pênaltis. O atacante italiano Schilacci termina como artilheiro, com seis gols. O Brasil obtém três vitórias pouco convincentes na primeira fase, contra Suécia (2 a 1), Costa Rica (1 a 0) e Escócia (1 a 0). Nas oitavas-de-final, é eliminado pela Argentina, que vence por 1 a 0. Após a partida, o lateral Branco declara ter bebido água "de gosto estranho" oferecida pelo massagista argentino. No início de 2005, o caso volta à tona e a CBF pede à Fifa que investigue eventuais irregularidades ocorridas na partida.

Copa de 1994 – A Copa é disputada nos Estados Unidos, num novo esforço da Fifa para popularizar o futebol no país mais rico do mundo. A amplitude territorial do país e a realização dos jogos no início da tarde, sob forte calor, para privilegiar as transmissões de televisão na Europa, viram alvo de críticas de jogadores e técnicos. O Brasil torna-se a primeira seleção a conquistar quatro vezes a Copa do Mundo. Na primeira fase, vence a Rússia por 2 a 0 e Camarões por 3 a 0, antes de empatar por 1 a 1 com a Suécia. Nas oitavas-de-final, derrota a seleção dos Estados Unidos por 1 a 0, em pleno feriado de 4 de Julho, Dia da Independência norte-americana. Bate depois a Holanda, por 3 a 2, e a Suécia, por 1 a 0. Contra a Itália, ocorre o primeiro empate sem gols numa final de Copa do Mundo. Na decisão por pênaltis, o Brasil vence por 3 a 2 e ganha o tetracampeonato. Romário é o destaque da seleção brasileira. O búlgaro Stiochkov e o russo Salenko dividem a artilharia, com seis gols cada um.

Copa de 1998 – A Fifa promove novo inchaço na Copa, aumentando-a para 32 seleções. O número de jogos sobe para 64. A França volta a sediar a Copa do Mundo, sessenta anos depois, e conquista pela primeira vez o título, liderada pelo meia Zidane, que marca dois gols na vitória por 3 a 0 sobre o Brasil, na decisão. Os franceses ganham a Copa invictos, com apenas um empate – nas quartas-de-final, elimina a Itália na disputa de pênaltis –, o melhor ataque (15 gols marcados) e a melhor defesa (2 gols sofridos). O artilheiro é o croata Suker, que, com seis gols, leva sua seleção, estreante em Copas, à terceira colocação. O Brasil tem seu auge nas semifinais, quando derrota a Holanda por 4 a 2, nas penalidades, após empate por 1 a 1 no tempo normal. No dia da final, Ronaldo, destaque do Brasil, sofre uma convulsão horas antes do jogo, mas tem sua participação liberada pelos médicos.

Copa de 2002 – A primeira Copa realizada na Ásia é também a primeira a ser disputada simultaneamente em dois países, Coreia do Sul e Japão. Cada país recebe exatamente metade dos jogos – a abertura é feita em território coreano e a decisão, em japonês. O Brasil ganha o pentacampeonato com campanha perfeita: sete vitórias em sete jogos. Estreia com vitória por 2 a 1 sobre a Turquia. Depois, goleia a estreante China, por 4 a 0, e a Costa Rica, por 5 a 2. Em sua partida mais difícil, derrota a Bélgica por 2 a 0. Nas quartas-de-final, bate a Inglaterra por 2 a 1, de virada. Vence novamente a Turquia, por 1 a 0, e supera na final a Alemanha, por 2 a 0. Ronaldo, autor dos dois gols da decisão, consagra-se artilheiro, com oito gols, e recupera a reputação de craque, após passar mais de dois anos em recuperação por causa de duas cirurgias seguidas no joelho direito.

Copa de 2006 – 32 anos depois a Alemanha é, mais uma vez, a sede da Copa do Mundo. A Itália sagra-se campeã, totalizando 4 títulos mundiais. O Brasil perde para a França nas quartas de finais por 1 a 0.

Copa de 2010 – Pela primeira vez o continente africano recebe uma competição de elevado nível como a Copa do Mundo. A África do Sul será palco do maior evento esportivo do Mundo.

Copa de 2014 – 64 anos depois do “Maracanazzo”, o Brasil foi a sede da Copa do Mundo, dois anos antes do Rio de Janeiro sediar as Olimpíadas e Paraolimpíadas. O Brasil é eliminado pela Alemanha na semifinal com uma goleada histórica pelo placar de 7 a 1. Na disputa do terceiro lugar o Brasil leva uma nova goleada de 3 a 0 para a Seleção holandesa. A Alemanha Sagrou-se Campeã pelo placar de 1 a 0 contra a Argentina.

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Fonte: Mega Times e Klima Naturali
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