USAIN BOLT, UMA LENDA VIVA DO ESPORTE MUNDIAL

Com o bicampeonato nos 200m, Bolt quis calar os críticos  (Foto: Agência Reuters)
Usain Bolt não é um homem de meias palavras. Gosta de dar respostas fora da pista e, principalmente, dentro dela. Nesta quinta-feira, o pedido de silêncio assim que cruzou a linha de chegada nos 200m rasos foi direcionado para todos os que duvidaram que ele poderia conquistar o bicampeonato olímpico. Correu com todos eles na cabeça, disposto a mostrar que agora era "uma lenda viva". A frase, repetida por ele como um mantra, não soa arrogante. Ao contrário. O jamaicano está orgulhoso de ganhar esse status. Não se compara com ninguém. Só está feliz por fazer parte do seleto clube. Se quando diz ser uma lenda se sente no mesmo patamar de Michael Jordan e Muhammad Ali, Bolt prefere o respeito.

- Eu não sei se estou no mesmo patamar de Jordan e Ali. Sou o melhor do meu esporte. Sou o que Jordan foi no basquete e Ali no boxe. Acho que devo deixar as pessoas decidirem isso. Mas foi muito bom poder ter mostrado hoje que sou o melhor. Estava cansado das pessoas dizerem que eu não ia ganhar - disse.

Perguntado quem preferia ser se não fosse Usain Bolt, ele não teve dúvidas entre as duas opções dadas. Entre Jesse Owens e Carl Lewis, dois dos grandes nomes do atletismo, escolheu o primeiro sem titubear.

- Definitivamente Jesse. Eu sempre quis tentar o salto em distância. Sempre o respeitei muito. Ele fez coisas que ninguém conseguiu na história. Mas eu não tenho respeito por Carl Lewis. Ele já falou muita besteira sobre atletas, fiquei decepcionado com ele. Toda aquela história sobre drogas (Lewis já levantou, indiretamente, suspeitas de que os corredores jamaicanos se dopam), acho que ele só quer atenção, porque ninguém fala muito dele.

Durante a entrevista coletiva, Bolt também foi questionado se acreditava que a equipe jamaicana corria sem fazer uso de substâncias proibidas.

- Nós treinamos muito forte, especialmente os meus colegas. Eu não uso drogas nem eles. Não gostamos disso. Trabalhamos forte e corremos limpos.

Se terá fôlego para daqui a quatro anos tentar o tricampeonato nos 100m e nos 200m nos Jogos do Rio, Bolt dá a entender que não. Estará com 30 anos e Blake vem bem. Mas não pensa em se aposentar antes de 2016.

- Será uma missão difícil. Ele vai estar com 26 e muitos talentos estão vindo. Minha vida tem sido incrível, com bons e maus momentos, e não posso reclamar. Acho que com 30 anos é uma boa hora de parar. Agora eu tenho é que aproveitar para relaxar e pensar nas minhas próximas metas. Não tenho nada mais a fazer. Consegui meu objetivo, o que queria fazer. Preciso procurar algo para me motivar. Talvez o futebol? Não sei. Só sei que não vou deixar o esporte que amo. Vou competir no Mundial de Moscou no ano que vem, mas não sei em quais provas. Mas não se preocupem, Yohan Blake estará bem e vai ser bom.

Antes de deixar a sala de entrevistas, pediu a palavra mais uma vez.

- Quero dizer só mais uma coisa: agora sou uma lenda viva. Se não vir isso nos jornais amanhã, nunca mais vou dar entrevistas - brincou.

Fonte: GE

Fonte: Mega Times e Klima Naturali
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